Um homem procurado pela Justiça de Mairiporã desde 2007 por homicídio e roubo foi preso no último dia 10 ao comparecer para a prova oral de um concurso da Polícia Civil de São Paulo. O candidato, identificado como Cristiano Rodrigo da Silva, estava foragido há 17 anos, após ser acusado de participar do assassinato de um comerciante na região de Itaquera, zona leste de São Paulo. O mandado de prisão preventiva contra ele havia sido expedido pela juíza Carla Zoega Andreatta Coelho, da Vara do Júri de Mairiporã.
Cristiano foi detido na Academia da Polícia Civil, no Butantã, zona oeste da capital paulista, após uma denúncia anônima alertar as autoridades sobre sua participação no concurso. Ele e um comparsa eram procurados pelo roubo e assassinato do comerciante José Roberto Nogueira Ferreira, ocorrido em 9 de novembro de 2006. Na época, a dupla clonou uma viatura da Polícia Civil e se passou por investigadores do 46º Distrito Policial (Perus) para abordar a vítima.
Crime brutal em Mairiporã
O comerciante foi algemado, colocado em um veículo clonado e levado para Mairiporã, na Grande São Paulo. Na Estrada dos Moraes, ele foi executado com tiros na cabeça, e seu carro, um Fiat Fiorino, foi queimado pelos criminosos. Um casal que presenciou o roubo anotou a placa do veículo usado pelos assaltantes, o que ajudou a Polícia Civil a identificar os envolvidos.
Durante as investigações, descobriu-se que a dupla utilizava um estacionamento registrado em nome de uma mulher para esconder a viatura clonada. No entanto, cometeram o erro de cadastrar seus nomes e dados verdadeiros no local, o que levou à sua identificação. O comparsa de Cristiano foi preso e condenado a 14 anos e nove meses de prisão, enquanto Cristiano permaneceu foragido até ser capturado durante o concurso.
Agora, preso, Cristiano deve passar por audiências de instrução e pode ser julgado ainda este ano pela Justiça de Mairiporã. O caso, que chocou a região há quase duas décadas, voltou à tona com a prisão do acusado, reacendendo a discussão sobre a eficácia das investigações e a importância da colaboração da população para a resolução de crimes.
O Dois Pontos tentou contato com os advogados de Cristiano, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestações, e o texto será atualizado caso haja um posicionamento da defesa.

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