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Domingo, 16 de Agosto 2026
Morador de Franco da Rocha acusa servidores de UBS de sorofobia após ser impedido de se vacinar
Franco da Rocha

Morador de Franco da Rocha acusa servidores de UBS de sorofobia após ser impedido de se vacinar

Caso chegou até o Ministério Público, sorofobia é a discriminação contra pessoas com HIV

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Um morador de Franco da Rocha, na Grande São Paulo, relata ter sido vítima de discriminação e impedido de tomar as vacinas contra gripe e pneumonia em uma Unidade Básica de Saúde (UBS) do município. O caso, que foi registrado na ouvidoria do sistema de saúde e chegou ao conhecimento do Ministério Público, está sendo tratado pela vítima como um possível caso de sorofobia – discriminação contra pessoas vivendo com HIV.

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De acordo com o relato do homem, que preferiu não se identificar, o episódio ocorreu quando ele foi à UBS para atualizar a carteira de vacinação. Ele portava uma receita para a vacina contra pneumonia, que foi recusada pelas servidoras sob a alegação de que o carimbo do médico estava "errado". Curiosamente, no dia seguinte, a mesma receita foi aceita sem problemas em outro estabelecimento de saúde, onde ele conseguiu se imunizar.

O conflito se intensificou quando as funcionárias também se recusaram a aplicar a vacina contra a gripe, que não exige receita médica. Ao questionar o motivo da negativa e começar a filmar a interação para ter um registro, as servidoras se calaram. Após ele guardar o celular, foi ameaçado de processo judicial.

Ouvidoria revela suposta tentativa de acobertamento e indícios de crime

Incomodado com a situação, mas ainda sem suspeitar de motivação discriminatória, o homem registrou uma queixa na ouvidoria. Foi nesse momento, segundo ele, que a situação se agravou e a suspeita de sorofobia surgiu.

Em sua resposta formal à ouvidoria, a equipe da UBS negou as acusações iniciais e, segundo o morador, cometeu perjúrio ao inventar que ele teria gritado e desacatado as funcionárias. Essa versão dos fatos, contraditória com o relato do usuário, foi o elemento que chamou a atenção do Ministério Público.

Para o denunciante, a justificativa inconsistente apresentada pela unidade de saúde, somada à negativa injustificada de um serviço de saúde previsto em protocolo, constitui indício forte de que a verdadeira motivação para a recusa da vacina foi a sorofobia. A suposição é de que as servidoras, com base em sua aparência ou em seu perfil, presumiram que ele era soropositivo e que a vacina era para esse público-alvo (que tem prioridade em algumas campanhas), negando o serviço de forma discriminatória.

A recusa de atendimento em saúde com base na condição de saúde de uma pessoa é crime, previsto na Lei nº 12.984/2014, que define como crime a discriminação contra pessoas vivendo com HIV ou aids.

O morador ainda afirma que enviou email para a secretaria de Saúde, sem resposta até o momento e que suas mensagens nas redes sociais da prefeita Lorena Oliveira (Solidariedade) e da própria Prefeitura de Franco da Rocha são repetidamente ignoradas.

Procurada, a prefeitura de Franco da Rocha não se manifestou sobre o caso até o fechamento desta matéria. Este espaço está aberto para direito de resposta.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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