Vamos falar de verdade? Esse papo de “autoestima é tudo” e você ganhou um status meio exagerado. Parece que, se você acordou um dia se sentindo meio bosta, pronto: sua vida vai desmoronar, seu relacionamento vai acabar, seu cabelo vai cair e o universo vai te punir porque você não se ama o suficiente.
Calma aí!
A autoestima virou aquele eletrodoméstico chique que todo mundo quer ter, mas ninguém sabe direito como funciona (eu já tive alguns). A gente ouve que tem que se amar, se valorizar, se colocar em primeiro lugar... Mas e se eu só quiser sobreviver à terça-feira sem surtar?
Spoiler: você não vai se sentir incrível o dia todo. E isso não quer dizer que tem algo errado com você. Às vezes a gente acha um sucesso, outras vezes, um bagaço. Normal. A vida não é um comercial de perfume importado
Também não ajuda que a internet fique cheia de gente linda, feliz, tomando café em xícara artesanal às 6 da manhã, dizendo que tudo mudou quando surgiu a se amar. Só esqueci de contar o resto da história: terapia, boletos, crises existenciais e, às vezes, umas gotinhas de Rivotril.
A verdade é que a autoestima não é uma rocha sólida. É mais tipo uma geleia, que balança e pode escorregar E, ainda assim, dá pra viver. Porque o mais importante nem é se amar de forma épica, tipo final de novela. É continuar se cuidando mesmo quando você não tá se achando grandes coisas. Isso sim é maturidade emocional.
Então, antes de achar que está tudo perdido porque você não concorda em achar o máximo de pessoa, relaxa. Você não precisa estar brilhando pra merecer afeto. Você só precisa estar vivo. E isso, convenhamos, já deve ser o máximo.
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