Oi, mãe-amiga,
Espero que esteja tudo bem por aí! Criançada já está em férias? Como está a rotina aí de vocês?
O tema desta coluna, talvez esteja batendo em sua porta, mas é possível que você não tenha nomeado o que está acontecendo com você.
Você já ouviu falar na geração sanduíche? Pois é, talvez até faça parte dela sem perceber. É esse nome curioso que deram pra gente, que está no meio do pão: cuidando dos filhos de um lado e dos pais do outro.
É como se a gente fosse o recheio: segurando as pontas para todo mundo, tentando criar os filhos quebrando ciclos e ao mesmo tempo,ser responsável por quem nos criou, voltando a velhos ciclos.
Um vai e vem de cuidado, de afeto, de responsabilidades que às vezes parecem maiores do que a gente mesma.
É um cansaço que não dá pra explicar, porque vem misturado com amor, culpa, medo de não dar conta e uma dose de solidão que a gente nem sempre confessa.
Suas escolhas, são suas. Suas decisões são suas. Ninguém tem direito ao julgamento, pois o que passa em seu lar e em seu coração, só você sabe.
Sei que a gente quer ser o alicerce da família, mas ninguém constrói casa boa em cima de base fraca. Então, se fortalece, mãe-amiga. Se acolha. Porque no fim, quem cuida de quem cuida também merece colo.
Mas olha, quero te dizer: você não precisa dar conta de tudo sozinha. É bonito cuidar, mas também é necessário se permitir ser cuidada. Buscar ajuda, dividir tarefas, dizer "hoje não dou conta"! Isso também é forma de amar, sabia?
Fica aqui o meu abraço apertado e me conta: você se reconhece nessa geração sanduíche?
Nos vemos semana que vem!
Até já, já!
Débora Preto
Mãe, Educadora e umas coisinhas a mais...
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