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Quinta-feira, 14 de Maio de 2026
Educação em Franco da Rocha: Profissionais anunciam greve para 20 de maio

Franco da Rocha

Educação em Franco da Rocha: Profissionais anunciam greve para 20 de maio

Em assembleia, categoria aponta falta de profissionais, sobrecarga e escassez de materiais básicos como motivos para a suspensão das atividades na rede municipal

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Os professores e profissionais da educação da rede municipal de Franco da Rocha decidiram cruzar os braços no próximo dia 20 de maio de 2026. A decisão por uma paralisação foi tomada de forma unânime durante uma assembleia da categoria realizada na quarta-feira (13) na Câmara Municipal. As reivindicações e o aviso da paralisação foram formalizados no Ofício nº 033/2026 , encaminhado nesta quinta-feira (14) pelo Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de Franco da Rocha (SINDSERV) ao Secretário Municipal de Educação, Eduardo Reis, e à comunidade escolar. O documento relata uma série de problemas estruturais, de pessoal e de segurança que vêm afetando o cotidiano das escolas e o trabalho pedagógico.

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Principais Reivindicações

O sindicato destaca que as demandas têm relação direta com a qualidade do ensino e com a garantia de um ambiente escolar adequado. Entre as principais queixas da categoria, estão:

Falta de tempo para planejamento: O descumprimento recorrente do direito ao $1/3$ da jornada destinado às atividades extraclasse (HTPF) devido à ausência de profissionais para cobrir as salas de aula.

Sobrecarga e remanejamento de alunos: A falta de profissionais faz com que crianças sejam frequentemente realocadas para outras turmas, quebrando a rotina e gerando sobrecarga pedagógica.

Crise na inclusão: Há insuficiência de profissionais de Apoio Educacional Especializado (AAEE) para atender os estudantes da educação especial. Isso gera sobrecarga e prejudica o desenvolvimento das crianças.

Desvio de função: Diante da falta de profissionais especializados (AAEE), os Auxiliares de Serviços Escolares (ASE) acabam assumindo o acompanhamento desses estudantes, função para a qual não foram designados.

Insegurança nas escolas: A categoria relata um aumento de agressões físicas e episódios de desregulação intensa envolvendo alunos, afetando a segurança de profissionais e estudantes.

Falta de materiais básicos: Escolas enfrentam a escassez de itens essenciais como folhas de sulfite, giz colorido e canetas para quadro branco, além da falta de manutenção em equipamentos como ventiladores.

Pautas financeiras e de carreira: Insatisfação com a falta de respostas sobre o Prêmio Relevância, evolução automática, aumento real do vale-alimentação e a revisão do Estatuto dos Servidores.

Confira abaixo o ofício encaminhado pelo Sindicato.

Ofício greve dia 20 de maio

Defesa da Educação Pública

No ofício assinado pela presidente do SindServ, Marcela  Souza , a categoria faz questão de frisar que a paralisação não é um movimento contra a comunidade escolar. Pelo contrário, os profissionais afirmam que o ato é em defesa da educação pública, dos alunos e das famílias.

Segundo os servidores, não há como discutir avanços na aprendizagem ou qualidade educacional sem antes resolver os problemas concretos vividos no dia a dia. "Valorizar a educação também significa garantir estrutura adequada, equipes suficientes, tempo de planejamento, segurança, inclusão efetiva e condições reais", aponta o documento sindical.

Procurada, a prefeitura de Franco da Rocha não comentou sobre o assunto até o fechamento desta matéria. O espaço continua em aberto.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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