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Terça-feira, 21 de Abril de 2026
Ex-juiz de Caieiras e ex-assessor de Moraes são denunciados por organização criminosa e peculato

Caieiras

Ex-juiz de Caieiras e ex-assessor de Moraes são denunciados por organização criminosa e peculato

O juiz Peter Eckschmiedt e o perito Eduardo Tagliaferro, além de 11 pessoas, foram denunciados

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A Procuradoria-Geral de Justiça de São Paulo (PGJ) denunciou, nessa quarta-feira (3), o juiz Peter Eckschmiedt (à esquerda na foto em destaque), que atuou por longo período em Caieiras, e o perito Eduardo Tagliaferro (à direita), morador de Caieiras, além de outras 11 pessoas, por peculato e organização criminosa. Segundo a denúncia, o juiz idealizou e liderou um esquema para obter vantagens ilícitas e desviar dinheiro em ações que julgava na 2ª Vara Civil de Itapevi.

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Tagliaferro é ex-assessor do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e tem acusado o magistrado de fraudar relatórios para justificar uma operação contra empresários bolsonaristas em 2022 — Moraes nega.

No ano passado, uma operação conjunta da PGJ e da Polícia Militar (PM) apreendeu R$ 1,7 milhão escondidos no sótão da casa do magistrado em Jundiaí, no interior paulista.

Peter Eckschmiedt foi condenado à aposentadoria compulsória, em votação unânime, a partir de 21 de maio deste ano — pena mais grave que pode ser aplicada a um magistrado.

Entenda o esquema

  • A organização montava ações de execução fraudulentas, que envolviam a apresentação de títulos falsificados, como notas promissórias e comprovantes de situação cadastral.
  • O juiz manipulava para que as ações fossem encaminhadas para a 2ª Vara Cível da Comarca de Itapevi. A partir daí, lançava decisões de bloqueio e desbloqueio de valores.
  • Os valores eram depois transferidos para contas judiciais vinculadas aos processos, “os quais seriam levantados em benefício dos fraudadores, principalmente do magistrado”, segundo a denúncia.

Ainda segundo a denúncia, Eduardo Tagliaferro, ex-assessor de Moraes no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), integrava o grupo e tinha como função “serviços de forense digital”. Ele teria realizado “limpezas” nos celulares dos envolvidos, para dificultar as investigações, diz a PGJ.

A investigação identificou desvios de valores pertencentes a heranças. O empresário e ex-piloto de Stock Car Alexandre Negrão, morto em 2023, foi uma das vítimas dos criminosos, segundo a Procuradoria.

O que dizem os acusados

Procurada, a defesa de Eduardo Tagliaferro disse que “por se tratar de processo sigiloso, se manifestará exclusivamente nos autos do processo, em estrito cumprimento ao trâmite legal e ao direito de defesa”.

“Por ora, nega veementemente os fatos que lhe foram imputados, os quais serão devidamente esclarecidos no momento oportuno, por meio da defesa técnica a ser apresentada nos autos. A defesa reforça o compromisso com a verdade, com o devido processo legal e o respeito às instituições”, diz a nota assinada pelos advogados Paulo Hamilton Siqueira Junior e Paulo Herschander.

O Dois Pontos entrou em contato com o juiz Peter, mas não obteve resposta até a publicação desta reportagem. O espaço segue aberto para manifestação.

 

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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