Médicos que trabalham ou trabalharam no Hospital Previna, em Franco da Rocha, denunciam atrasos no pagamento de plantões realizados entre abril e junho de 2026. Segundo os profissionais, aproximadamente 30 médicos que atuam na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e no pronto-socorro adulto teriam sido afetados pelo problema.
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Os valores pendentes variam conforme a quantidade de plantões realizados e, em alguns casos, chegam a aproximadamente R$ 50 mil por profissional. Os médicos também afirmam que enfrentaram dificuldades para obter respostas do setor financeiro da BNG Hub, empresa responsável pela gestão das equipes médicas da unidade particular.
Um dos profissionais que tornou o caso público foi o médico intensivista Pedro Meireles, que coordenou a UTI do hospital entre dezembro de 2025 e maio de 2026. De acordo com ele, os pagamentos referentes aos serviços prestados em abril e maio não foram realizados dentro do prazo previsto.
Na manhã de segunda-feira, 13 de julho, Pedro ainda aguardava os dois pagamentos. No final da tarde, informou que recebeu o valor referente a abril, mas que a quantia relativa aos plantões de maio continuava pendente.
O médico relatou ainda que pelo menos dez profissionais da UTI e cerca de 20 plantonistas do pronto-socorro adulto teriam enfrentado atrasos. Parte dos médicos teria recebido somente uma parcela dos valores devidos.
Diante da falta de pagamento, uma notificação extrajudicial foi encaminhada à empresa em 19 de junho. O documento concedia prazo de dois dias úteis para que a dívida fosse quitada antes da adoção de medidas judiciais. Segundo Pedro, mesmo após a notificação, não houve resposta por parte do setor responsável.
Outro médico, identificado como Alexandre Zaballa, afirmou que ficou sem receber pelos plantões realizados durante dois meses. Conforme o profissional, os valores acumulados chegaram a aproximadamente R$ 50 mil.
Zaballa também relatou que recebeu propostas para assumir novos plantões com pagamento à vista, apesar de os serviços anteriormente prestados ainda não terem sido quitados. Na tarde de segunda-feira, ele informou que recebeu parte do dinheiro devido.
Os profissionais disseram ter acionado o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (Cremesp). Até a publicação da reportagem original, o órgão não havia apresentado posicionamento sobre o caso.
Empresa afirma que pagamentos foram regularizados
Em nota, a BNG Hub declarou que os atrasos estavam relacionados a repasses financeiros que seriam de responsabilidade do Hospital Previna e que permaneciam pendentes desde janeiro de 2026.
A empresa afirmou que, durante esse período, utilizou recursos próprios para manter o funcionamento das equipes médicas. Segundo a BNG, uma proposta de regularização apresentada pelo hospital foi aprovada e entrou em execução, permitindo que os débitos fossem absorvidos.
A BNG Hub também declarou que os pagamentos das equipes haviam sido totalmente regularizados. O posicionamento, no entanto, foi divulgado no mesmo dia em que médicos afirmaram ter recebido somente parte dos valores pendentes.
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