Segundo denúncias recebidas pelo Dois Pontos, há dois meses, funcionários terceirizados em escolas estaduais da região não recebem seus salários. Muitos desses trabalhadores, que já possuem renda baixa e dependem do pagamento para o sustento próprio e de suas famílias, enfrentam situações críticas, como falta de dinheiro para alimentação e risco de cortes no fornecimento de água e energia elétrica.
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Funcionários afirmam que há um clima de intimidação: aqueles que ousam reclamar ou buscar informações são ameaçados com demissão.
Diante do desespero da situação, a comunidade escolar tem se mobilizado. Na Escola Estadual Jocimara Silva, em Franco da Rocha, professores organizaram uma “vaquinha” solidária para ajudar os colegas terceirizados a comprar alimentos e pagar contas essenciais. “Muitos não têm dinheiro nem para o almoço ou jantar. É uma situação desumana”, desabafa uma professora que preferiu não se identificar.
A falta de pagamento afeta diretamente a dignidade e a estabilidade desses trabalhadores, que exercem funções essenciais para o funcionamento das unidades de ensino. Apesar dos apelos, nenhum posicionamento oficial foi divulgado pela Diretoria de Ensino ou pelo governo do estado até o momento.
A reportagem entrou em contato com a Secretaria Estadual de Educação que encaminhou nota, confira na íntegra:
A Unidade Regional de Ensino de Caieiras (URE) informa que o contrato com a antiga empresa terceirizada de limpeza foi rescindido unilateralmente por descumprimento contratual. A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) realizou todos os repasses de forma regular e, em caráter emergencial, firmou novo contrato com outra empresa para assegurar a continuidade dos serviços.Todas as escolas estaduais da Unidade Regional de Ensino de Caieiras estão contempladas neste contrato, e todos os funcionários foram devidamente recontratados.A URE Caieiras e as unidades escolares permanecem à disposição da comunidade escolar para eventuais esclarecimentos.
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