O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) decidiu, por unanimidade (25 votos a 0), aposentar compulsoriamente o juiz Peter Eckschmiedt. Ele que atuou por nove anos em Caieiras, e era investigado por suspeita de vender decisões judiciais, além de ser flagrado com R$ 1,7 milhão escondido no sótão de sua casa em Jundiaí (SP). Outro detalhe que chamou a atenção, foi o último salário que Peter recebeu em abril: mais de R$ 163 mil.
📺 Se inscreva no canal do YouTube do Dois Pontos
📲 Participe do canal do Dois Pontos no WhatsApp
Durante os anos de 2012 e 2021, Peter trabalhou como juiz na cidade dos Pinheirais. Em novembro de seu último ano, o ex-juiz foi removido do foro da cidade por suspeita de corrupção. Em fotos da época, postadas nas redes sociais da Câmara Municipal de Caieiras, é possível observar que Eckschmiedt possuia muita liberdade para a participação de eventos da cidade.
O caso
-
A investigação começou quando um banco denunciou golpistas que tentaram sacar dinheiro de uma idosa com uma procuração falsa.
-
A polícia descobriu que o juiz estava envolvido em três processos judiciais fraudulentos.
-
Ele foi afastado do cargo, mas continuou recebendo salário: em abril, ganhou R$ 163.977,23 mil.
Caso APAE Caieiras
Matérias produzidas pela Band foram ao ar denunciando desvio de recurso na ordem de R$ 500 mil. Nesse caso a APAE e a vereadora Renata Lima, citada nas matérias, então presidente da instituição à época provaram que o dinheiro repassado ficava a cargo da justiça definir os pagamentos. Foi assim que o ex-juiz de Caieiras, investigado por corrupção, Peter Eckschmiedt foi citado no caso, por ter sido ele quem acompanhou todo o processo.
Punição máxima
A aposentadoria compulsória é a penalidade mais grave para um juiz. Agora, Peter receberá apenas a aposentadoria proporcional ao tempo de serviço.
O que diz a defesa?
O advogado do juiz afirmou que não pode comentar o caso porque o processo está sob sigilo.


Comentários: