Dois Pontos | O portal mais atualizado da região do CIMBAJU

Sabado, 18 de Abril de 2026
Lenda do basquete brasileiro, Marcel agora atende como médico em Franco da Rocha

Franco da Rocha

Lenda do basquete brasileiro, Marcel agora atende como médico em Franco da Rocha

Ídolo das quadras nos anos 70 e 80, multicampeão trocou o apito de técnico pelo jaleco e hoje se dedica à medicina na região

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Quem circula pelas clínicas de Franco da Rocha pode se surpreender ao reconhecer por trás do jaleco branco um dos maiores nomes do basquete brasileiro de todos os temposMarcel Ramon Ponikwar de Souza, ou simplesmente Marcel, 68 anos. Ex-ala da seleção brasileira e protagonista de momentos históricos do esporte nas décadas de 70 e 80, como o ouro no Pan de Indianápolis, em 1897, vencendo a então imbatível seleção americana. O ex-atleta agora divide seu tempo entre consultórios médicos na região – atendendo em Franco da Rocha, Valinhos, Louveira e Jundiaí – e dando palestras motivacionais.

📺 Se inscreva no canal do YouTube do Dois Pontos

📲 Participe do canal do Dois Pontos no WhatsApp

Publicidade

Leia Também:

De herói das quadras a médico da família

Marcel, que brilhou em clubes como Sírio e Corinthians e foi peça-chave na medalha de ouro do Pan de Indianápolis (1987), encerrou a carreira como técnico em 2014, após passagem pelo Pinheiros. Desde então, dedicou-se à Medicina da Família e Comunidade, especialidade que exerce com a mesma disciplina que o consagrou no esporte:

— "Não sei o que seria da minha vida sem a medicina. É uma missão que escolhi. Gosto de fazer a diferença na vida de alguém", afirma o ex-jogador, formado pela Faculdade de Medicina de Jundiaí e com residência na USP.

Franco da Rocha na rota de atendimentos

Pelo menos duas vezes por semana, Marcel atende pacientes em Franco da Rocha, onde mantém um consultório. Para muitos, é uma surpresa descobrir que o médico por trás dos diagnósticos já definiu jogos da seleção brasileira e foi campeão mundial de clubes pelo Sírio em 1979.

— "Alguns reconhecem pelo nome, outros pelo sotaque. Quando conto que jogava basquete, sempre vem a pergunta: ‘Você é o Marcel daquela cesta contra a Itália?’", diverte-se, referindo-se ao lance que garantiu o 3º lugar ao Brasil no Mundial de 1978.

O legado além das quadras

A transição do esporte para a medicina não foi acidente. Filho do também jogador Romão de Souza, Marcel sempre conciliou os estudos com o basquete – chegou a treinar mil arremessos por dia enquanto cursava a faculdade. Hoje, usa essa trajetória em palestras que desmitificam o "talento inato":

— "Não acredito em dom. Meu pai me ensinou que o sucesso vem com treino correto e orientação. Fui um jogador mediano até os 16 anos", revela.

O contraste entre duas eras

Crítico ao basquete moderno, Marcel lamenta o que chama de "espetacularização" do esporte:

— "Antes, nós mesmos organizávamos viagens e treinos. Hoje o jogador é uma empresa, com assessores até para postar no Instagram", compara, lembrando que viajava em classe econômica mesmo como estrela da seleção.

Apesar do distanciamento das quadras – hoje só acompanha resultados pelo genro, o ex-jogador Guilherme Giovannoni –, Marcel garante que o basquete segue em seu DNA:

— "Guardo apenas uma camisa da seleção, emoldurada. O resto está aqui", diz, apontando para a cabeça.

Comentários:
Portal Dois Pontos

Publicado por:

Portal Dois Pontos

O portal mais atualizado da região do CIMBAJU

Saiba Mais

Envie sua mensagem, será um prazer falar com você ; )