Uma decisão repentina deixou dezenas de crianças sem acesso ao esporte e à cultura na rede pública de ensino de Franco da Rocha nesta semana. O projeto social de capoeira, realizado no contraturno escolar pelo professor Tico em parceria com o Grupo Yoruba, teve suas atividades encerradas de forma abrupta após a não renovação do contrato por parte da administração municipal. A medida pegou as famílias de surpresa, uma vez que a iniciativa era oferecida gratuitamente à comunidade há mais de cinco anos.
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Para muitos pais e responsáveis, o projeto representava a única oportunidade de inserção esportiva e cultural para as crianças, dada a impossibilidade financeira de arcar com aulas particulares.
Impacto social e falta de diálogo
Em relatos enviados à nossa reportagem, mães e pais de alunos expressaram profunda frustração com a forma como a situação foi conduzida. Além da perda do espaço de aprendizado, as famílias lamentam a interrupção de anos de dedicação das crianças, que vinham participando ativamente e conquistando suas graduações na modalidade.
"O que mais causa revolta é que se trata de um projeto social extremamente importante, que atendia crianças que, em sua maioria, não têm condições financeiras. Foram anos de dedicação, inclusão e graduações conquistadas pelas crianças, que agora simplesmente perderam essa oportunidade, sem qualquer aviso prévio ou consulta às famílias", desabafou uma das mães afetadas pelo corte.
A principal queixa da comunidade gira em torno da falta de transparência e de comunicação prévia. A interrupção de um projeto consolidado, voltado à formação cidadã por meio do esporte, foi vista como uma imposição vertical, sem espaço para que a população pudesse debater ou buscar alternativas.
Cobrança por um posicionamento
O encerramento das aulas do professor Tico levanta questionamentos sobre as políticas de manutenção de projetos de contraturno escolar na cidade. As famílias prejudicadas se sentem desrespeitadas e exigem que as autoridades competentes se manifestem.
"Infelizmente, mais uma vez, uma decisão foi imposta à população sem diálogo. Um projeto gratuito foi retirado, deixando muitas crianças sem essa atividade tão importante", concluiu a denunciante, que fala em nome de diversas famílias indignadas.
A prefeitura de Franco da Rocha foi questionada sobre o assunto e até o fechamento desta matéria não recebeu resposta.

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