A tensão entre os profissionais da Educação e a Prefeitura de Franco da Rocha subiu de tom às vésperas da paralisação da rede municipal. Nesta sexta-feira (15), o Sindicato dos Servidores Públicos e Autárquicos de Franco da Rocha (SINDSERV) publicou um alerta grave denunciando que superiores hierárquicos estariam coagindo funcionários para que não participem do movimento grevista marcado para a próxima quarta-feira, dia 20 de maio.
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De acordo com o comunicado oficial divulgado pela entidade sindical , o SINDSERV já recebeu gravações de áudio que comprovariam a pressão exercida pelas chefias. Até o momento, o sindicato relata ter em mãos evidências de três casos específicos: dois envolvendo servidores designados (que ocupam funções gratificadas ou cargos de chefia intermediária) e um caso envolvendo um funcionário contratado.
Nos bastidores da administração pública, esses vínculos empregatícios costumam ser apontados como os mais vulneráveis a pressões políticas e administrativas, uma vez que os profissionais não possuem a mesma garantia de estabilidade dos servidores concursados efetivos, o que pode facilitar táticas de intimidação no ambiente escolar.
Ação Jurídica e Direito de Greve
Diante das denúncias, o SINDSERV informou que todo o material gravado será encaminhado ao seu departamento jurídico. Os advogados do sindicato irão analisar os áudios para definir quais ações legais e representações serão tomadas contra os responsáveis pelas supostas ameaças.
O sindicato também fez um apelo para que outros trabalhadores que estejam sofrendo o mesmo tipo de assédio moral enviem suas gravações para a entidade. Para tranquilizar a base, o comunicado emitido reforça a legalidade do ato: "Greve e paralisação estão previstas na Constituição Federal e é seu direito! Não deixe ninguém te enganar".
O estopim da paralisação
A suspensão das atividades no próximo dia 20 foi decidida de forma unânime em assembleia realizada na última quarta-feira (13). Os educadores protestam contra o que classificam como um sucateamento das condições de trabalho nas escolas de Franco da Rocha.
Entre as principais queixas que motivaram a greve estão a falta crônica de professores (o que impede o cumprimento do 1/3 da jornada para planejamento de aulas), a sobrecarga no atendimento a alunos da educação especial devido à insuficiência de auxiliares, a falta de materiais básicos (como sulfite e giz), falta de transparência, compromissos sobre a lei do enquadramento AEs e o silêncio da prefeitura em relação a pautas como o Prêmio Relevância e o aumento real do vale-alimentação.
Procurada, a Prefeitura de Franco da Rocha não respondeu os questionamentos enviados, até o fechamento dessa matéria. O espaço segue aberto para manifestação.

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