Cerca de 17 mil alunos da rede municipal completam 100 dias de espera pelo material escolar, mesmo com o ano letivo já em andamento há meses. Enquanto isso, pais relatam indignação diante do abandono e do impacto direto no aprendizado das crianças, que seguem frequentando as salas de aulas sem acesso a itens básicos como lápis, borrachas, cadernos e apontadores.
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Em muitas famílias, a alternativa tem sido improvisar. Irmãos dividem um único conjunto de materiais comprado com esforço pelos pais, que já enfrentam dificuldades financeiras para manter as despesas básicas de casa. Em alguns casos, professoras têm recorrido a vaquinhas e arrecadações informais para tentar garantir condições mínimas de aprendizagem dentro das salas de aula.
O atraso na entrega aconteceu após erros e suspeitas de irregularidades apontadas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo no processo licitatório para compra dos materiais escolares. As falhas levantaram questionamentos sobre a condução da contratação e ampliaram a pressão sobre a administração municipal.
Já a prefeita Lorena Oliveira tem atribuído a demora, sem citar nomes, à atuação de um grupo político que estaria tentando dificultar o processo de aquisição. A justificativa, no entanto, não tem reduzido a revolta entre pais e responsáveis, que cobram menos disputa política e mais soluções concretas para garantir o direito básico à educação.
Enquanto o impasse continua, quem sofre as consequências são milhares de crianças que seguem tendo o aprendizado comprometido pela ausência de algo essencial: o material escolar.

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