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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
Sabesp lucra R$ 1,55 bilhão no 1º trimestre, mas serviço segue alvo de reclamações em Franco da Rocha, Caieiras e Morato

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Sabesp lucra R$ 1,55 bilhão no 1º trimestre, mas serviço segue alvo de reclamações em Franco da Rocha, Caieiras e Morato

Segundo o balanço financeiro recém-divulgado, o salto bilionário nos lucros foi impulsionado por fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor: o aumento nas tarifas e o fim de descontos

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Enquanto a Sabesp comemora resultados financeiros expressivos no mercado, a realidade nas ruas e nas torneiras da região conta uma história bem diferente. A companhia de água e saneamento registrou um lucro líquido de R$ 1,55 bilhão no primeiro trimestre de 2026, o que representa um crescimento de 32,2% em relação ao mesmo período do ano passado.

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Segundo o balanço financeiro recém-divulgado, o salto bilionário nos lucros foi impulsionado por fatores que impactam diretamente o bolso do consumidor: o aumento nas tarifas e o fim de descontos. Além disso, a empresa justificou os ganhos com a redução no quadro de funcionários e a otimização de custos de energia. A Sabesp encerrou o mês de março com um caixa disponível de R$ 19,2 bilhões.

No entanto, a montanha de dinheiro e a "eficiência" apresentada aos acionistas não parecem estar se revertendo em melhorias para os moradores de Franco da Rocha, Caieiras e Francisco Morato. O serviço prestado pela Sabesp tem sido alvo constante de insatisfação popular, expondo um abismo entre o sucesso corporativo e a entrega do serviço básico.

As queixas da comunidade se acumulam diariamente. Entre as principais reclamações estão as constantes interrupções no fornecimento de água nos bairros mais afastados, a demora excessiva para o atendimento de chamados de vazamento e o crônico problema dos buracos deixados no asfalto após as manutenções, que destroem o pavimento das vias e prejudicam a mobilidade urbana da nossa região.

A contradição entre os números bilionários da companhia e a precarização do atendimento nas cidades levanta um questionamento inevitável sobre as prioridades da gestão. Para o morador que arca com uma tarifa cada vez mais cara, fica a indignação: o mínimo que se espera é que uma parte desse R$ 1,55 bilhão retorne em forma de respeito, planejamento e um serviço de saneamento digno para a população local.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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