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Sexta-feira, 15 de Maio de 2026
Proposta de homenagem à Mancha Verde é retirada de sessão; torcida assinou acordo milionário por emboscada e morte na cidade

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Proposta de homenagem à Mancha Verde é retirada de sessão; torcida assinou acordo milionário por emboscada e morte na cidade

A moção de congratulação reconheceria ações sociais do grupo, mas foi retirada de pauta. A polêmica reacendeu as lembranças do ataque a cruzeirenses na Rodovia Fernão Dias

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A presidente da Câmara Municipal de Mairiporã, Leila Ravazio (PSD), retirou da pauta da sessão da última terça-feira (12) uma moção de congratulação, de sua autoria, que homenagearia integrantes da torcida organizada palmeirense Mancha Verde. O objetivo do documento era reconhecer as ações sociais, de solidariedade e de apoio à população desenvolvidas pelo grupo no município. A retirada da moção ocorreu antes da votação no plenário e, até o momento, não conta com uma justificativa oficial pública por parte do Legislativo. Nos bastidores, no entanto, a decisão é atribuída à forte repercussão negativa e à pressão externa assim que a pauta se tornou conhecida.

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O debate sobre a homenagem dividiu a população nas redes sociais. De um lado, munícipes defendiam o reconhecimento do trabalho social da torcida na região; do outro, críticos apontavam o histórico de violência atrelado às organizadas, relembrando, sobretudo, um episódio sangrento que ocorreu no próprio município.

A emboscada de 2024 e a condenação milionária

A principal motivação para a revolta de parte dos moradores de Mairiporã remete ao dia 27 de outubro de 2024. Na ocasião, membros da Mancha Verde armaram uma emboscada no Km 65 da Rodovia Fernão Dias, logo após a praça de pedágio da cidade, contra torcedores do Cruzeiro que retornavam do Paraná. O ataque resultou na morte de uma pessoa, deixou dezenas de feridos e terminou com dois ônibus destruídos (um incendiado e outro severamente depredado).

O peso desse histórico tornou-se ainda mais evidente no início deste ano. Em março de 2026, o Ministério Público de São Paulo (MPSP) divulgou que a Mancha Alviverde formalizou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assumindo a responsabilidade civil pelos danos da emboscada.

Os principais pontos do acordo firmado com o MPSP incluem:

  • Indenização: Pagamento mínimo de R$ 2 milhões destinados à reparação de danos materiais e morais, com prioridade aos familiares da vítima fatal.

  • Transparência: Para continuar frequentando estádios, a torcida é obrigada a enviar periodicamente às autoridades uma lista atualizada de seus associados e informar os órgãos de segurança sobre deslocamentos e comboios.

  • Punições severas: Membros envolvidos em atos ilícitos devem ser suspensos preventivamente ou excluídos definitivamente em casos graves ou de reincidência. O descumprimento pode gerar a proibição do acesso aos estádios e até a extinção definitiva da associação.

Além das sanções cíveis contra a instituição, a esfera criminal do caso segue em andamento, com 43 torcedores denunciados (incluindo a antiga cúpula da torcida) por homicídio consumado, tentativas de homicídio qualificado e outros crimes, aguardando julgamento pelo Tribunal do Júri.

A Câmara Municipal de Mairiporã ainda não informou se a moção de congratulação voltará à pauta em sessões futuras para apreciação dos vereadores ou se foi arquivada em definitivo.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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