Iniciou-se na última quinta-feira, 09 de outubro, o Ciclo de Formação Pública "Na Beirada do Rio Juquery". O projeto, que integra a iniciativa "A Terceira Margem do Rio Juquery", está realizando uma série de encontros formativos no Auditório do Paço Municipal Juquery, localizado dentro do antigo Hospital Psiquiátrico do Juquery. A entrada é gratuita e não requer inscrição prévia.
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Inspirado na literatura de Guimarães Rosa, o ciclo propõe uma reflexão coletiva sobre arte, cultura, saúde e direitos, configurando um "grande estado de ateliê" no território do Juquery.
O que aconteceu no primeiro dia (09)
A programação do dia de abertura foi dividida em dois encontros:
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Encontro I - Práticas Artísticas e Culturais (10h às 12h): Conduzido por Cibele Lucena e Flavia Mielnik, o primeiro encontro reuniu os participantes ao redor de uma grande saia confeccionada por Neusa do Espírito Santo, costureira do Juquery por mais de três décadas. A atividade formou uma "roda viva" para a partilha de histórias e experiências sobre a relevância dos ateliês artísticos no campo da saúde e do cuidado, citando iniciativas como a Escola Livre de Artes Plásticas do Juquery. Os participantes puderam bordar e inscrever novos gestos na saia, em um exercício coletivo de produção de memória.
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Encontro II - Direitos e Autonomia (14h às 16h): No período da tarde, a psicóloga Kátia Frediani e o artista Pedro Quintanilha comandaram o segundo encontro. Com base em suas experiências no Hospital Psiquiátrico do Juquery na década de 1980, eles abordaram estratégias para promover o desenvolvimento artístico, econômico e social de artistas que se desenvolvem em espaços de saúde mental, focando na prática do cuidado, direitos e autonomia.
Próxima e última etapa: Acervo e Memória
O ciclo formativo terá sua conclusão na próxima quinta-feira, dia 16 de outubro, das 10h às 12h, no mesmo local.
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Encontro III - Acervo e Memória: Este último encontro será mediado por Elielton Ribeiro e Tatiana Fecchio, que discutirão questões sobre a preservação, pesquisa e comunicação de acervos provenientes dos campos da arte e saúde mental. O debate abordará como os trabalhos artísticos são salvaguardados e de que maneira o direito à cultura, autonomia e memória são exercidos por meio dessas práticas.

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