Oi, Mãe-Amiga
Saudades de vocês!
Como vocês estão?
Escrever é algo que me faz um bem enorme, mas confesso que tem sido difícil parar para colocar minhas reflexões maternas no papel. Ainda assim, ontem (12/10), Dia das Crianças, eu não poderia deixar de registrar algo sobre esse tema tão importante pra mim.
Mas o que exatamente falar?
Sobre os direitos das crianças?
Sobre a nossa criança interior?
Ou sobre as reparações que fazemos em nós mesmas quando presenteamos nossos filhos com aquilo que um dia nos faltou?
Percebi, ao longo da última semana, que aqui em casa temos uma criança que já passou da primeira infância e um adolescente!
Senti isso na pele nesta Semana da Criança: não tivemos cabelo maluco, nem dia da fantasia, tivemos atividades menos “infantilizadas”.
Pois é, o tempo está passando, por aqui e por aí.
E, no meio dessa constatação, a tal da culpa veio me puxar pelo pé.
Será que fiz e estou fazendo tudo o que poderia para deixar marcas saudáveis nas memórias dos meus filhos?
Será que eles se sentem crianças felizes?
Será que se sentem amados, acolhidos, livres para ser quem são?
Nestes doze anos de maternidade, doze anos tendo uma criança em casa, tento ser essa mãe que cuida, ama e protege a infância deles.
Se estou conseguindo?
Talvez eu não tenha essa resposta tão cedo.
Mas uma certeza eu carrego: quebrei um ciclo.
Entre a infância que tive e a infância que eles estão tendo, há um novo caminho, e essa ruptura é, com toda a certeza, o melhor presente que eu poderia dar a eles.
Que a alegria das festas do Dia das Crianças reverbere em cada um de nós.
Porque, no fundo, em todos nós mora uma criança, às vezes só esperando um abraço, um colo, um espaço para brincar.
Quando chegar ao fim deste texto, aproveite para deixar um abraço apertado na sua criança, seja ela seu filho, ou aquela que ainda vive aí dentro.
Feliz Dia das Crianças!
Com carinho,
Débora Preto
Mãe, educadora e umas coisinhas a mais.
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