Um canudo descartável com a capacidade de detectar a presença de metanol em bebidas alcoólicas foi desenvolvido por pesquisadores da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). Com um preço de venda estimado em R$ 2, o produto tem previsão para chegar ao mercado em breve e atualmente encontra-se em fase de depósito de patente no Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI).
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O desenvolvimento do dispositivo é resultado de dois anos de pesquisa no Departamento e no Programa de Pós-Graduação em Química da universidade. De acordo com o professor e pesquisador Félix Brito, o interesse comercial pelo canudo surgiu de empresas do setor, motivadas por casos de intoxicação por metanol registrados no país.
Conforme explicado por Brito, a universidade avalia as melhores opções para viabilizar a produção. Está em discussão se a tecnologia será licenciada para uma empresa privada ou se a própria UEPB, eventualmente com apoio governamental, assumirá a fabricação e comercialização. A decisão considera a complexidade da cadeia produtiva do setor.
Funcionamento e contexto da pesquisa
O princípio de funcionamento do canudo é comparado a um teste de gravidez. Ao entrar em contato com uma bebida contaminada por metanol, o dispositivo reage e exibe uma coloração específica, servindo como um alerta visual para o consumidor.
A pesquisa que deu origem ao canudo contou com financiamento da Fundação de Apoio à Pesquisa do Estado da Paraíba (Fapesq). Os trabalhos começaram com a análise de 462 amostras de cachaça no estado, verificando a contaminação pelos métodos tradicionais.
Paralelamente ao canudo, a equipe de pesquisadores da UEPB também desenvolveu outra tecnologia para controle de qualidade. Trata-se de um sistema que utiliza radiação infravermelha para identificar substâncias estranhas à composição original de bebidas, mesmo quando estas ainda estão lacradas.
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