O hospital estadual Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho, localizado em Franco da Rocha, outrora referência no atendimento a vítimas de traumas e acidentes, opera atualmente sem nenhum ortopedista em seu quadro há quatro dias, segundo relatos de servidores que preferiram manter anonimato por temor de represálias. A informação revela uma crise crítica em um setor fundamental para um hospital que historicamente lidou com fraturas, luxações e outros casos complexos de natureza ortopédica.
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Os profissionais teriam deixado a unidade por motivos não oficialmente divulgados, e nenhuma nova contratação ou medida efetiva para substituí-los foi concretizada. "Simplesmente não tem ninguém. Os plantonistas de outras especialidades fazem o que podem, mas não são ortopedistas. Casos complexos estão sendo estabilizados e transferidos, o que sobrecarrega outros hospitais e coloca os pacientes em risco", relatou um servidor.
A situação do Albano reflete um cenário maior de desafios na saúde pública, onde a falta de concursos públicos, a dificuldade em fixar profissionais e a precarização das condições de trabalho são queixas constantes de categorias da área. Para a população, o resultado é o desmonte silencioso de um serviço essencial.
O Dois Pontos encaminhou questionamentos para a Secretaria Estadual de Saúde e para a CEJAM, órgão que administra o hospital, segue posicionamento da Secretaria:
O Hospital Estadual Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho informa que é referência regional em urgência e emergência, e dispõe de especialistas em ortopedia. Conforme protocolo, prioriza casos de maior gravidade e urgência e emergência.Atualmente, está em andamento processo de substituição da empresa responsável pelos serviços de Ortopedia, após pedido de rescisão contratual da prestadora anterior. Para garantir a continuidade da assistência, foi firmado contrato emergencial, em vigor desde o início deste mês. Essa medida tem como objetivo fortalecer o serviço e assegurar atendimento seguro e de qualidade à população.
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