O franco-rochense Felipe Pereira, carinhosamente conhecido nos campos como Felipinho, sagrou-se campeão da cobiçada Copa do Busão. Defendendo as cores do Pioneer FC, amplamente reconhecido como um dos maiores e mais estruturados times do cenário amador, o jogador adicionou um troféu de peso e uma premiação inusitada ao seu currículo. A Copa do Busão é hoje um dos torneios de maior visibilidade e prestígio na várzea de São Paulo. A competição atrai multidões, jogos de alto nível técnico e chama a atenção pelo seu prêmio principal: a equipe campeã leva para casa um ônibus oficial.
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A conquista coroa o momento de Felipinho, que decidiu trocar os holofotes e a rotina exaustiva do futebol profissional pelas arenas de várzea por um motivo nobre: o desejo de estar mais perto de sua família, em Franco da Rocha.
Bagagem de peso: do Azulão aos confrontos contra o Flamengo
Quem vê o atacante desfilando sua técnica nos campos de grama sintética da várzea, logo percebe que ali há muita bagagem. A carreira profissional de Felipe começou e se consolidou no ABC Paulista.
Ele fez toda a sua categoria de base no São Caetano (de 2012 a 2020), onde foi promovido à equipe principal. Em 2017, durante um empréstimo ao E.C. São Bernardo, Felipinho mostrou seu faro de gol: foi artilheiro e vice-campeão da Divisão de Acesso. O excelente desempenho o credenciou para retornar ao São Caetano em 2018, onde disputou a elite do Paulistão (A1), chegando até as quartas de final em um duelo de peso contra o São Paulo.
O talento do franco-rochense ultrapassou as fronteiras do estado. Emprestado ao tradicional Bangu, do Rio de Janeiro, ele disputou a Série D do Campeonato Brasileiro e o badalado Campeonato Carioca, onde teve a oportunidade de entrar em campo contra gigantes do futebol nacional, como Flamengo, Botafogo e Vasco da Gama.
Um "andarilho da bola" que escolheu voltar para casa
A trajetória de Felipinho no futebol profissional é o retrato clássico do jogador brasileiro batalhador. Após a primeira passagem pelo Rio, ele retornou ao E.C. São Bernardo para a disputa da Série A3 e da Copa Paulista.
A partir daí, rodou por diversos clubes tradicionais do país: vestiu a camisa do Comercial de Ribeirão Preto (Paulista A3), defendeu o icônico Juventus da Mooca, viajou ao Nordeste para jogar o Campeonato Paraibano pelo Treze da Paraíba, retornou ao Bangu e somou passagens pelo Grêmio Prudente e Manauara. Seu último clube profissional foi o São Bento, de Sorocaba.
Após anos na estrada do futebol profissional, a decisão de migrar para a várzea foi uma escolha de vida.
A taça (e o ônibus) da Copa do Busão provam que, seja no Maracanã contra o Flamengo ou nas arenas lotadas da várzea paulistana, o faro de campeão de Felipinho continua intacto.
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