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Domingo, 08 de Fevereiro de 2026
Médico da Praça da Saúde de Franco da Rocha é acusado de direcionar pacientes para clínica particular suspeita

Franco da Rocha

Médico da Praça da Saúde de Franco da Rocha é acusado de direcionar pacientes para clínica particular suspeita

Denúncias apontam que neurologista estaria encaminhando crianças, idosos e pacientes com TEA para exames caros em estabelecimento de sua possível propriedade; ouvidoria já recebeu reclamações, mas caso ainda não foi apurado oficialmente

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Um médico neurologista que atende na Praça da Saúde de Franco da Rocha está no centro de uma polêmica envolvendo o direcionamento de pacientes para uma clínica particular que, segundo relatos, seria de sua propriedade ou teria vínculos com outros profissionais. O caso, que vem sendo comentado entre usuários do SUS e familiares de pacientes, levanta suspeitas de conflito de interesses e possível irregularidade no encaminhamento de exames.

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Como funcionaria o esquema?

De acordo com relatos de pacientes e acompanhantes, o médico estaria preenchendo à mão, durante a consulta pública, guias de exames com valores pré-definidos (foto) e indicando um endereço específico para a realização dos procedimentos. A clínica em questão, cujo nome não foi divulgado oficialmente, estaria recebendo um fluxo constante de encaminhamentos, muitos deles envolvendo crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Os exames solicitados seriam de alto custo e, em alguns casos, não disponíveis no SUS – o que, em tese, justificaria a necessidade de um serviço privado. No entanto, familiares afirmam que o médico não esgota as possibilidades de investigação pelo sistema público antes de fazer a indicação. Além disso, há rumores de que a clínica pode operar sem a devida regularização, o que agrava as suspeitas.

Vítimas incluem idosos e famílias vulneráveis

O caso ganhou repercussão após relatos de que idosos e famílias de baixa renda também estariam sendo pressionados a realizar os exames na clínica indicada, muitas vezes sem condições financeiras para arcar com os valores. Uma mãe, que preferiu não se identificar, contou que seu filho, em investigação para TEA, foi orientado a fazer uma bateria de exames sem que houvesse uma justificativa clínica detalhada.

— "Ele já chegou com o papel pronto, dizendo que no SUS não tinha como fazer e que era urgente. Quando questionei, pareceu irritado. Só depois descobri que outras mães passaram pela mesma situação", relatou.

Ouvidoria recebeu denúncias

As pessoas que denunciaram ao Dois Pontos, disseram que passaram o caso para a Ouvidoria porém não obtiveram retorno sobre o caso. Enviamos questionamentos para a Prefeitura, 

O Que Diz a Lei?

Código de Ética Médica proíbe expressamente que médicos "indiquem, direta ou indiretamente, serviços ou produtos de sua propriedade ou de terceiros, visando lucro" (Art. 29). Caso as denúncias se confirmem, o profissional pode sofrer penalidades que vão desde advertência até cassação do registro.

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