A professora franco-rochense Poliana Lirussi acaba de alcançar mais um marco em sua trajetória dedicada à educação inclusiva. Seu projeto, desenvolvido com alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) da Escola Domingos Cambiaghi, foi reconhecido com uma menção honrosa no Prêmio Arte na Escola Cidadã, considerado o maior prêmio de arte-educadores do Brasil.
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Esta não é a primeira vez que o trabalho da educadora ganha destaque: em 2024, ela já havia sido consagrada como grande campeã do Prêmio Educação para Gentileza e Generosidade. Agora, porém, o reconhecimento chega em nível nacional, reforçando a importância de iniciativas que unem arte, educação e inclusão social.

Um Projeto Feito com e para a Comunidade
O projeto premiado foi desenvolvido nas aulas de arte do 3º termo da EJA, com o objetivo de criar jogos adaptados para crianças da APAE (Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais). A proposta partiu do design de inclusão, metodologia que busca garantir a participação de todos, independentemente de suas limitações.
"Os alunos se reuniram não apenas na escola, mas também em suas casas, para concluir os trabalhos", contou Poliana. "Utilizamos materiais como tinta guache, pincéis e papéis coloridos, mas o mais valioso foi o empenho dos estudantes, que entenderam a importância desse gesto para as crianças com deficiência."

A professora destacou ainda o envolvimento das famílias da APAE, que foram parte fundamental no processo. "Todo o projeto foi pensado para essas crianças, e ver a comunidade escolar e local engajadas foi incrível", afirmou.
Um Prêmio que Valoriza a Arte como Ferramenta de Transformação
Criado nos anos 2000 em parceria com a UNESCO, o Prêmio Arte na Escola Cidadã chega à sua 26ª edição com a missão de mapear, reconhecer e valorizar projetos artístico-educacionais em todo o país. A menção honrosa recebida por Poliana Lirussi consolida seu trabalho como referência em arte-educação inclusiva, inspirando outros educadores a seguir o mesmo caminho.
Para a comunidade de Franco da Rocha, a conquista é motivo de orgulho. "É a prova de que a educação transformadora começa com gestos simples, mas cheios de significado", concluiu a professora, que já planeja novas ações para continuar promovendo a inclusão através da arte.

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