Os servidores da Educação municipal de Mairiporã decidiram entrar em greve, em assembleia realizada nesta terça-feira (27/5). A categoria aprovou a paralisação após negociações sem avanços com a prefeitura. Entre as principais reivindicações estão reajuste salarial acima da inflação, reconhecimento de titulação acadêmica, melhorias na infraestrutura das escolas e redução no número de alunos por sala de aula.
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A decisão foi tomada em meio a um cenário de insatisfação generalizada entre professores, coordenadores e funcionários das escolas municipais. Além do reajuste salarial, os profissionais pedem a revisão da Lei de Dificil Acesso, que atualmente não beneficia todos os servidores, e a valorização do tempo de serviço como critério para progressão na carreira.
O Dois Pontos entrou em contato com a prefeitura e a Coordenadoria de Comunicação e Assessoria de Imprensa emitiu um comunicado, abaixo na íntegra:
"Informamos que o Prefeito de Mairiporã tem uma reunião agendada para hoje, às 9h, em seu gabinete, com representantes do sindicato, representantes de educação, secretária de Educação e secretário de Gestão Estratégica.
O Chefe do Executivo municipal está aberto ao diálogo, disposto a ouvir as reivindicações da categoria, compreender suas demandas e buscar atender aos almejos que se mostrarem viáveis, sempre com responsabilidade e comprometimento com o interesse público.Permanecemos à disposição para eventuais esclarecimentos".
Reivindicações dos servidores
Outro ponto destacado é o reconhecimento da especialização, mestrado e doutorado, com impacto direto na remuneração. Atualmente, muitos profissionais afirmam que a qualificação não é devidamente valorizada no plano de carreira.
A categoria também exige que as formações continuadas ocorram apenas dentro do horário de trabalho, sem sobrecarregar os educadores. Além disso, pedem o repasse integral da verba recebida por alunos que se destacaram no SARESP (Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) para as escolas onde estudam.
Infraestrutura e lotação das salas
A falta de investimento em infraestrutura escolar também é uma das queixas. Professores relatam problemas como falta de manutenção, salas superlotadas e condições inadequadas para o ensino. A redução no número de alunos por sala é uma das principais bandeiras do movimento, visando melhorar a qualidade do ensino e o atendimento individualizado.

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