A Sabesp notificou moradores dos bairros rurais Ajoá e Rancho Fundo, em Caieiras, sobre a iminente cobrança de taxa de esgoto – uma medida que tem gerado revolta na população. O principal argumento dos residentes é que a falta de infraestrutura adequada torna a cobrança injusta, já que muitos sequer têm acesso a redes de coleta.
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Problemas técnicos e acusações de poluição
No Ajoá, os moradores enfrentam um obstáculo natural: a rede coletora de esgoto está em um nível mais alto que as residências, o que inviabiliza a ligação direta. Já no Rancho Fundo, área com muitas moradias irregulares, a Sabesp alega que os dejetos são despejados diretamente em um córrego local, contaminando o meio ambiente.
A companhia afirma que, em ambas as regiões, parte da população estaria lançando esgoto irregularmente em redes de águas pluviais, que acabam poluindo rios e mananciais. Como solução, recomenda a instalação de fossas sépticas, que poderiam isentar os moradores da tarifa. No entanto, poucas residências adotaram o sistema.

Moradores pedem mediação da Prefeitura
Diante da ameaça de aumento nas contas, a comunidade exige que a Prefeitura de Caieiras interfira no caso. Muitos residentes são beneficiários da tarifa social ou vulnerável, que oferece descontos de até 78% para famílias de baixa renda. No entanto, mesmo com a redução, a cobrança é considerada abusiva, já que os serviços de esgoto não são plenamente acessíveis.
Quem tem direito à tarifa social?
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Tarifa vulnerável: Para quem tem renda de até R$ 218.
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Tarifa social: Para famílias com renda de até meio salário mínimo, desempregados ou moradores de habitações sociais.
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Benefício: Desconto de até 78% no valor da tarifa residencial padrão, desde que o consumo não ultrapasse 10 m³ por mês.
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Requisito: Cadastro no CADÚnico.
A Sabesp afirma que a cobrança começará em 30 dias, mas a pressão popular pode levar a revisões. Enquanto isso, os moradores aguardam uma solução que equilibre a necessidade de saneamento básico e a realidade das comunidades rurais.
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