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Terça-feira, 26 de Maio de 2026
Bloquinho do “Mamãe eu Quero…”

Débora Preto

Bloquinho do “Mamãe eu Quero…”

Ensinando sobre consentimento aos nossos filhos

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Amiga mãe foliã, como está os dias de carnaval por aí? Escutando muito “Mamãe quero mamar!” , “Mamãe quero comer! “Mamãe quero brincar!”???

Marchinhas de carnaval a parte, vamos conversar sobre consentimento?

Creio que tenha visto, nas publicidades referentes aos dias de carnaval a frase “Não é Não”,
“Depois do NÃO tudo é assédio” ou algo do tipo. Mas essas frases só farão sentido se estes conceitos forem internalizados na infância. Isso ficará claro ao longo da nossa conversa.

“Pediu para parar, parou!” Esse lema uso com meus filhos  desde bem pequenos.

A criança precisa verbalizar, sem medo, aquilo que lhe traz desconforto e também aprender sobre o limite do outro, as vontades do outro e respeitá-los .

Isso vale para uma brincadeira, um ataque de cócegas… ao som do “para”, “não quero”, “não gosto” a única atitude é parar.

Às vezes, nas brincadeiras deles, escuto um “para”, mas não vejo a ação ser interrompida imediatamente, eu reforço “pediu para parar, parou”!  Pois isso vai sendo incorporado ao longo dos anos. Educação não acontece de um dia para outro. É demorada e dá trabalho.

Como educamos nosso filho hoje, com toda certeza, refletirá em suas atitudes na vida adulta. De forma simples, para elucidar sobre essa questão do consentimento, darei dois exemplos extremos.

Uma criação baseada no autoritarismo, a criança não tem direito a escolha. Ela é obrigada, os comportamentos vêm pelo medo, e não pelo respeito .
A criança é forçada a comer sem fome, vestir blusa de frio sentindo calor, beijar os parentes que não tem convivência, brincar com o colega que não lhe agrada pois as famílias são amigas. Além de serem situações desrespeitosas com a criança, essas ações vem sendo repetidas  ao longo dos anos, faz com que essa criança comece a questionar o entendimento sobre o seu limite, seus gostos e desejos.
Na fase adulta, tende ser alguém com dificuldade em falar não.

Agora uma criação baseada na permissibilidade é o oposto do primeiro exemplo. A criança não tem limites e suas vontades são atendidas demasiadamente.
Não é hora da sobremesa, mas come o doce antes do almoço, só porque bateu o pé mais forte, o pai salientou que não irá comprar o tal brinquedo mas a mãe compra para ele não chorar, o primo diz que não que brincar agora, mas ele reclama a para a tia que força o filho aceitar a brincadeira. Essas atitudes sendo repetidas por toda a infância faz com que essa criança perca a noção do certo, errado e sobre limites.
Na fase adulta, tende ser alguém com dificuldade em ouvir “não como resposta”.

Mas entre os extremos, temos o caminho do meio. A Educação Respeitosa.

Aquela que com limites claros, respeito as individualidades e perseverança vai criando sujeitos que sabem falar e ouvir o não!

Não só no Carnaval, mas que a coragem de dizer não e a flexibilidade em ouvir o não seja frequente em nossa sociedade!

A sociedade que desejamos começa pela infância saudável de hoje.

Quem vem comigo para o bloquinho: “Mamãe eu quero uma sociedade mais respeitosa“?

Forte abraço, com muito confete, serpentina e respeito !

Déboora Preto
Mãe, educadora e umas coisinhas a mais

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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Débora Preto

Publicado por:

Débora Preto

Mãe, educadora, escritora, ativista, coordenadora do Movimento Senai em Franco e Conselheira Municipal dos Direitos da Mulher

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