Me apaixonei por Bauman no segundo período da faculdade de Letras, devorei seus livros mais rápido que normalmente devoro-qualquer outra coisa. Dispensadas as apresentações, se você não o conhece, pause este parágrafo e dê um google. Agora, urgente.
Frases como “Vivemos o fim do futuro” impregnou a minha mente por dias, alugando mais que um triplex e mais tempo do que eu previra. A cada texto lido sobre amores, medos, tempos, vidas líquidas, enfim toda essa questão da pós -modernidade e modernidade líquida me faziam querer beber mais de sua genialidade. Não por acaso, essa figura simpática, que é Zygmunt, é utilizada em memes igualmente geniais.
Como falar de orifícios se nunca sabemos de que buraco estamos falando?
Bauman diz que na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte e que vivemos tempos líquidos onde nada é feito para durar. Os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente e na sociedade contemporânea, tudo é efêmero. O medo da exposição, então foi abafado pela alegria de ser notado e estamos vivendo uma solidão coletiva ludibriada pela sensação de multidão.
Aqui eu me lembro de uma letra do Capital inicial
[...] “se inteligência ficou cega de tanta informação.
Parece que estou sendo repetitiva- volte uma coluna no site, leia meu texto dos Jetsons e comente aqui. Gosto de usar o imperativo.
Sabe aquela sensação de um zumbido que acompanha o besouro? Apelando para as reflexões Claricianas, requer um enorme esforço para ser simples.
E por hoje eu já morri um tanto...
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