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Quarta-feira, 20 de Maio de 2026
Já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte estava tudo bem

Lua Souza

Já vi o fim do mundo algumas vezes e na manhã seguinte estava tudo bem

Vivemos o fim do futuro

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Me apaixonei por Bauman no segundo período da faculdade de Letras, devorei seus livros mais rápido que normalmente devoro-qualquer outra coisa. Dispensadas as apresentações, se você não o conhece, pause este parágrafo e dê um google. Agora, urgente.

Frases como “Vivemos o fim do futuro” impregnou a minha mente por dias, alugando mais que um triplex e mais tempo do que eu previra. A cada texto lido sobre amores, medos, tempos, vidas líquidas, enfim toda essa questão da pós -modernidade e modernidade líquida me faziam querer beber mais de sua genialidade. Não por acaso, essa figura simpática, que é Zygmunt, é utilizada em memes igualmente geniais.

Como falar de orifícios se nunca sabemos de que buraco estamos falando?

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Bauman diz que na era da informação, a invisibilidade é equivalente à morte e que vivemos tempos líquidos onde nada é feito para durar. Os tempos são líquidos porque, assim como a água, tudo muda muito rapidamente e na sociedade contemporânea, tudo é efêmero. O medo da exposição, então foi abafado pela alegria de ser notado e estamos vivendo uma solidão coletiva ludibriada pela sensação de multidão.

Aqui eu me lembro de uma letra do Capital inicial

[...] “se inteligência ficou cega de tanta informação.

Parece que estou sendo repetitiva- volte uma coluna no site, leia meu texto dos Jetsons e comente aqui. Gosto de usar o imperativo.

Sabe aquela sensação de um zumbido que acompanha o besouro? Apelando para as reflexões Claricianas, requer um enorme esforço para ser simples.

E por hoje eu já morri um tanto...

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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Lua Souza

Lua Souza, 34 anos, mãe e moradora de Franco da Rocha (SP). Poeta de nascença e professora de Língua Portuguesa, recentemente se descobriu cronista. Citação: "Eles passarão, eu passarinho"

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