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Segunda-feira, 08 de Junho de 2026
PORQUE NINGUÉM QUER MAIS TRABALHAR

Nego Dan

PORQUE NINGUÉM QUER MAIS TRABALHAR

Como a busca por uma carreira profissional tem se tornado cada vez menos prioridade na vida do brasileiro

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Hoje vivemos numa geração de instabilidades no mercado de trabalho no sentido de que as pessoas tem cada vez menos vínculos e compromissos com seus empregos sejam eles formais ou informais, vemos empregadores exaustos com seus empreendedorismos, empregados que não enxergam mais empregos como uma fonte de vida estável ou seja; é o patrão e o funcionários caminhando em lados opostos, vamos explicar melhor essa situação.

                As gerações dos anos 60,70 e até mesmo as do inicio dos anos 90 eram seduzidas por uma oportunidade de trabalho buscando agarra-las para aquilo que seria uma fonte de sustentação para objetivos alcançados a médio longo prazo como a conquista de móveis, eletrodomésticos, imóveis, automóveis e etc, dispostos a enfrentar exaustivas jornadas de trabalho, transportes públicos em situações precárias para aqueles que tralhavam nos grandes centros, pouco tempo de saúde e lazer, enfim nada disso era levado em consideração diante de uma oportunidade de emprego, portanto víamos com frequência funcionários com 30, 40 anos de empresa, mas quais fatores ocorreram ao longo dos anos para que esse fenômeno social do “funcionário fiel” deixasse de existir?

                Com o avanço da tecnologia em especial as redes socias as gerações foram impactadas em especial a geração Z nascida na segunda metade dos anos de 1990 mais especificamente falando de 1997 a 2012, as redes socias trouxeram um volume de informação exacerbada para essa geração que passou a ver uma vida estável não apenas num emprego formal e sim na informalidade, lazer, entretenimento, exercício físico entre outros, e eles não estão afim negociar nada disso em troco de um trabalho estável.

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                Esses jovens também foram contaminados por uma síndrome que eu vou chamar aqui de NCMJE (Na Crise Manda o Jovem Embora) os jovens das gerações passadas sofreram muito com essa sindrome, lembrando que muitas vezes o jovem tinha dificuldade de entrar no mercado de trabalho pela falta de experiencia e quando ele conseguia um emprego, na primeira crise ele era o alvo principal para o tal corte de gastos, e isso ajudou a mitigar o desejo dos atuais jovens na busca por um emprego estável e isso pode ter incentivado no surgimento de um fenômeno chamado Job hopping (pular de emprego) pesquisas mostram que jovens com menos de 25 anos são os que mais mudam de empregos ficando em média 3 meses em cada emprego perdendo parte do desejo de construir uma carreira profissional.

                Outro fator interessante de mencionarmos que acontece em especial no Brasil é de que em janeiro de 2025 segundo o IBGE a taxa de desemprego o foi de 6,5% este percentual é o mais baixo desde que o levantamento começou ou seja, o Brasil está avançando contra o desemprego? Não é bem assim! Existem algumas questões que você precisa saber e talvez não saiba, vamos lá.

                A questão do desemprego no Brasil é muito complexa, programas assistenciais como Bolsa Família que ajudam milhões de famílias no país inteiro impactam diretamente na questão do desemprego, o programa beneficia 54,3 milhões de pessoas, 13,5 milhões desses beneficiários trabalham, com ou sem carteira assinada, 21,7 milhões estão entre 0 e 15 anos de idade, ou seja sobram 19,2 milhões de pessoas que estão recebendo o auxílio do Governo na maioria das vezes por falta de emprego, lembrando que o Brasil é um país continental e muito desigual socialmente falando, a geração de empregos em estados do sul e sudeste é totalmente diferente de regiões como norte e nordeste onde o Bolsa Família tem maior dominância por incompetência do Estado em criar politicas que gerem empregos nessas regiões.

                Ainda temos um longo caminho para atrair os jovens para o mercado de trabalho acredito que os empregadores precisam se adequar a novas formas dessa geração pensar visto que eles não estão dispostos a encarar mais longas jornadas de trabalho, abrir mão de tempo de lazer, tempo para pratica esportiva entre outras atividades que para eles se sobressaem a uma vida estável dentro de um  emprego maçante, o problema é que os empregadores muitas vezes vem de uma outra geração que tem um outra forma de pensar, e esse choque cultural e temporal gera esse desgaste entre empregador e empregado e sendo assim alguém vai ter que ceder, recentemente em Brasília tivemos a discussão sobre a PEC que visa por fim a escala de trabalho 6x1 veremos as cenas dos próximo capítulos.

                Mas o grande “vilão” dessa questão segue sendo o Estado tudo segue dependendo dele, cada vez temos uma educação de base pior, professores sem recursos para trabalhar, jovens desinteressados por conta de políticas públicas fracas relacionadas a educação o jovem termina o ensino médio sem interesse vocacional nenhum buscando apenas ter um emprego qualquer para conquistar aquilo que está de fácil alcance, um smartphone, roupa de grife, ou ter um trocado no bolso que possa pagar um motorista de aplicativo para leva-lo e busca-lo de determinado lugar, jovem esse que quando não consegue essas conquistas rasas  demonstra um fragilidade emocional basta ver os índices entre os mais jovens de doenças psicológicas que afetam a mente e o comportamentos dessa geração, sem contar problemas como violência, criminalidade e drogas sintomas esses de uma doença quase sempre gerada pelo Estado.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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Nego Dan

Publicado por:

Nego Dan

Barbeiro, cristão afrodescendente, formado em educação física e professor de boxe

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