Oi Mãe-amiga espero que esteja bem. Precisamos conversar e nos unir.
Nos últimos dias, uma notícia me indignou: uma criança foi atingida por spray de pimenta dentro de uma igreja! E mais chocante: o ato foi cometido por uma médica.
Sim, você leu certo. Alguém que escolheu cuidar, que jurou proteger a vida, usou da violência contra uma criança , justo em um espaço que deveria representar paz e acolhimento.
Como mãe, me dói. Como educadora, me revolta. Como cidadã, me obriga a lembrar que respeitar a infância não é favor, é dever. E está na lei.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante, desde 1990, o direito de toda criança à proteção contra qualquer forma de negligência, discriminação, exploração ou violência. E o Marco Legal da Primeira Infância reforça esse compromisso nos primeiros anos de vida, fase em que qualquer trauma pode deixar marcas para sempre.
O choro de uma criança não deve gerar spray de pimenta. Deve gerar empatia.
É sobre lembrar que o adulto é quem regula, acolhe, ensina.
Nunca quem agride!
Mãe-amiga, sei que o mundo anda difícil. Mas justamente por isso, não podemos normalizar essas cenas.
Não podemos achar que é "caso isolado". Não podemos deixar passar.
Não podemos relativizar. Isso é grave demais e diz respeito a todos nós.
A infância precisa ser território protegido: dentro da igreja, da escola, da praça ou de casa.
Se isso te tocou, fale sobre isso. Denuncie (Disque 100). Compartilhe. Reflita com outras mães, educadores, família.
Porque proteger a infância é um compromisso coletivo. E começa na nossa indignação.
Débora Preto
Mãe, educadora e umas coisas a mais ...
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