Vamos combinar que ninguém gosta de falar de saúde mental. Parece papo de gente chata que medita 3 horas por dia, toma chá de camomila, nunca grita no trânsito e está sempre em harmonia com a vida. Além disso, dá um certo desconforto, porque se pararmos para pensar muito no
assunto, podemos perceber (e vamos), que talvez (só talvez), precisemos cuidar da nossa própria cabeça. E aí? Bom, e aí que é melhor evitar, não é?
Mas já que você chegou até aqui, bora encarar a verdade! Saúde mental não é sobre “ser zen” ou “pensar positivo”. Se fosse só isso, ninguém precisaria de terapia, bastava colar um post-it motivacional no espelho e sair por aí sorrindo a tudo e todos. Saúde mental é sobre não surtar no
meio do trabalho porque o computador travou, conseguir dormir sem ser assombrado pelas idiotices que você disse na festa de 2009 ou, pior, sobre coisas que nem disse ou aconteceram ainda.
Se você já digitou no Google “como saber se estou à beira de um surto”, essa coluna é EXATAMENTE para você. Vamos falar de como você enfreta as coisas a sua volta (ou deveria enfrentar), sem blá-blá-blá de autoajuda barata e sem papinho de coach que só quer vender curso.
Então fica por aqui. Prometo que não vou pedir para você respirar fundo e imaginar um campo florido. Só quero que você perceba que, às vezes, o problema não é o mundo, é só a gente mesmo.
Mas calma, que isso tem jeito.... ahhh se tem!
Nos próximos encontros a gente se aprofunda mais. Ou você pode continuar fingindo que está tudo bem.
A escolha é sempre sua.
O texto acima expressa a visão de quem o escreveu, não necessariamente a de nosso portal.
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