Dois Pontos | O portal mais atualizado da região do CIMBAJU

Quinta-feira, 21 de Maio de 2026
Após protesto nas ruas e mais de 6h de negociação, greve da Educação de Franco da Rocha termina sem acordo e com nova reunião agendada

Franco da Rocha

Após protesto nas ruas e mais de 6h de negociação, greve da Educação de Franco da Rocha termina sem acordo e com nova reunião agendada

Centenas de profissionais paralisaram as atividades nesta quarta-feira (20) e realizaram manifestação. Sem definição final, prefeitura e categoria voltarão à mesa de diálogo na sexta-feira (22)

IMPRIMIR
Use este espaço apenas para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

Nesta quarta-feira, 20 de maio, os profissionais da Educação de Franco da Rocha deflagraram uma greve geral. Durante o dia, centenas de trabalhadores realizaram uma grande manifestação, percorrendo as ruas centrais do município para cobrar melhores condições de trabalho e valorização salarial. Após o ato público, a comissão da categoria se reuniu com representantes da prefeitura por mais de seis horas, mas o encontro terminou sem uma definição final para os impasses.

📺 Se inscreva no canal do YouTube do Dois Pontos

📲 Participe do canal do Dois Pontos no WhatsApp

Publicidade

Leia Também:

A reunião extraordinária da Comissão Permanente de Negociação (CPN) teve como objetivo principal dialogar sobre as pautas apresentadas pelos servidores e discutir os desdobramentos do movimento de paralisação. Durante a mesa de negociação, a administração municipal reconheceu o instrumento da paralisação como legítimo dentro do processo democrático e das relações de trabalho.

Reivindicações e problemas na rotina escolar

Apesar das longas horas de conversa, as tratativas esbarraram na insatisfação do sindicato e dos trabalhadores presentes. A categoria formalizou uma pauta com 12 pontos de reivindicação.

Entre as principais queixas, os profissionais relataram a insuficiência de materiais de trabalho, a falta de manutenção de equipamentos e uma severa sobrecarga de tarefas pedagógicas, que tem impossibilitado o cumprimento do Horário de Trabalho Pedagógico em Foco (HTPF) pelos professores. Outro ponto crítico levantado foi a denúncia de que os Auxiliares de Serviço Escolar (ASEs) estão sendo acionados para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem o treinamento adequado ou a devida designação.

A pauta da categoria também exige o aumento do vale-alimentação para R$ 360,00 para todos os servidores e a reposição do dia de trabalho referente à paralisação realizada nesta quarta-feira.

A resposta da Prefeitura

Em sua defesa, o Governo Municipal apresentou uma série de ações já implementadas pela gestão, argumentando que vem atendendo a demandas históricas da Educação. A prefeitura destacou o cumprimento do Piso Nacional do Magistério e da "Lei do Descongela" (Lei Complementar nº 226/2026). A gestão também mencionou a ampliação da licença-maternidade para sete meses , da licença-paternidade para 30 dias e a convocação de mais de 250 novos profissionais efetivos para a rede de ensino.

Ainda assim, o sindicato argumentou que a evolução funcional oferecida pelo governo não foi reconhecida como uma valorização efetiva, uma vez que o desejo da categoria era de que essa evolução fosse 100% baseada no critério de antiguidade.

Próximos passos

Sem um acordo definitivo após as longas negociações, o governo se comprometeu a montar um Grupo de Trabalho com as auxiliares de educação até o dia 29 de maio, com a promessa de uma devolutiva jurídica da Procuradoria na primeira quinzena de junho.

Os demais itens da pauta continuarão em discussão. Para tentar chegar a um consenso, as partes agendaram uma nova Mesa Permanente de Negociação para a próxima sexta-feira, dia 22 de maio, data em que a prefeitura deverá apresentar respostas para os 12 pontos elencados pelos trabalhadores.

Comentários:
Portal Dois Pontos

Publicado por:

Portal Dois Pontos

O portal mais atualizado da região do CIMBAJU

Saiba Mais

Envie sua mensagem, será um prazer falar com você ; )