Nesta quarta-feira, 20 de maio, os profissionais da Educação de Franco da Rocha deflagraram uma greve geral. Durante o dia, centenas de trabalhadores realizaram uma grande manifestação, percorrendo as ruas centrais do município para cobrar melhores condições de trabalho e valorização salarial. Após o ato público, a comissão da categoria se reuniu com representantes da prefeitura por mais de seis horas, mas o encontro terminou sem uma definição final para os impasses.
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A reunião extraordinária da Comissão Permanente de Negociação (CPN) teve como objetivo principal dialogar sobre as pautas apresentadas pelos servidores e discutir os desdobramentos do movimento de paralisação. Durante a mesa de negociação, a administração municipal reconheceu o instrumento da paralisação como legítimo dentro do processo democrático e das relações de trabalho.
Reivindicações e problemas na rotina escolar
Apesar das longas horas de conversa, as tratativas esbarraram na insatisfação do sindicato e dos trabalhadores presentes. A categoria formalizou uma pauta com 12 pontos de reivindicação.
Entre as principais queixas, os profissionais relataram a insuficiência de materiais de trabalho, a falta de manutenção de equipamentos e uma severa sobrecarga de tarefas pedagógicas, que tem impossibilitado o cumprimento do Horário de Trabalho Pedagógico em Foco (HTPF) pelos professores. Outro ponto crítico levantado foi a denúncia de que os Auxiliares de Serviço Escolar (ASEs) estão sendo acionados para atender crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) sem o treinamento adequado ou a devida designação.
A pauta da categoria também exige o aumento do vale-alimentação para R$ 360,00 para todos os servidores e a reposição do dia de trabalho referente à paralisação realizada nesta quarta-feira.
A resposta da Prefeitura
Em sua defesa, o Governo Municipal apresentou uma série de ações já implementadas pela gestão, argumentando que vem atendendo a demandas históricas da Educação. A prefeitura destacou o cumprimento do Piso Nacional do Magistério e da "Lei do Descongela" (Lei Complementar nº 226/2026). A gestão também mencionou a ampliação da licença-maternidade para sete meses , da licença-paternidade para 30 dias e a convocação de mais de 250 novos profissionais efetivos para a rede de ensino.
Ainda assim, o sindicato argumentou que a evolução funcional oferecida pelo governo não foi reconhecida como uma valorização efetiva, uma vez que o desejo da categoria era de que essa evolução fosse 100% baseada no critério de antiguidade.
Próximos passos
Sem um acordo definitivo após as longas negociações, o governo se comprometeu a montar um Grupo de Trabalho com as auxiliares de educação até o dia 29 de maio, com a promessa de uma devolutiva jurídica da Procuradoria na primeira quinzena de junho.
Os demais itens da pauta continuarão em discussão. Para tentar chegar a um consenso, as partes agendaram uma nova Mesa Permanente de Negociação para a próxima sexta-feira, dia 22 de maio, data em que a prefeitura deverá apresentar respostas para os 12 pontos elencados pelos trabalhadores.

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