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Terça-feira, 02 de Junho de 2026
Audiência Pública discute implantação de complexo logístico em Franco da Rocha que promete gerar mais de 3.500 empregos

Franco da Rocha

Audiência Pública discute implantação de complexo logístico em Franco da Rocha que promete gerar mais de 3.500 empregos

Evento realizado no Cine Estação reuniu autoridades e comunidade para debater impactos e benefícios da obra

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Na última terça-feira, 17, Franco da Rocha foi palco de uma importante discussão sobre o futuro do município. O CONSEMA (Conselho Estadual do Meio Ambiente) realizou uma audiência pública no Cine Estação para apresentar e debater a implantação do CEO (Centro Empresarial Oeste), um complexo logístico que ocupará uma área de 1,16 milhão de m² às margens da Rodovia Presidente Tancredo Neves (SP-332). O projeto, desenvolvido pela Imobiliária e Construtora Vista Alegre Ltda., promete gerar mais de 3.500 empregos diretos e impulsionar a economia local.

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A audiência contou com a presença maciça de vereadores, da prefeita Lorena, do vice-prefeito Diego Hernandez, além de secretários municipais e representantes de órgãos ambientais. Durante o evento, foram apresentados os detalhes do empreendimento, incluindo seus impactos ambientais e as medidas mitigadoras propostas.

O projeto e seus números

O CEO será destinado à locação para empresas de logística, como o Mercado Livre, que utilizarão o espaço para armazenar, gerenciar e distribuir produtos para a região metropolitana de São Paulo. O complexo contará com:

  • 330 mil m² de galpões (equivalente a 33 campos de futebol);

  • 113 mil m² de ruas internas;

  • 83 mil m² de estacionamentos e pátios;

  • 429 mil m² de áreas permeáveis (37% do terreno);

  • Previsão de construção em 24 meses.

Impactos ambientais e polêmicas

O projeto já enfrenta desafios ambientais. A CETESB multou a empresa em R$ 500 mil por iniciar obras de terraplenagem antes da obtenção das licenças necessárias, extrapolando os limites de um projeto de mitigação de erosão. Durante a audiência, foram destacados os principais impactos, como:

  1. Risco de assoreamento de corpos d'água (o mais expressivo, segundo o estudo);

  2. Perda de cobertura vegetal (embora as Áreas de Preservação Permanente - APPs não sofram intervenção);

  3. Impactos sobre a fauna local, que inclui 120 espécies de aves e 20 de mamíferos;

  4. Aumento da impermeabilização do solo, com 50% da área permeável incluindo taludes.

Como contrapartida, foram apresentadas medidas mitigadoras, como o monitoramento da fauna, enriquecimento do plantio em APPs e a construção de um sistema de drenagem para retardar e direcionar a água para áreas naturais.

Reações e próximos passos

A prefeita Lorena (Solidariedade) destacou a importância do projeto para a geração de empregos e o desenvolvimento econômico do município, mas reforçou a necessidade de cumprir todas as exigências ambientais. Já o presidente Thiago Seixas (Republicanos), falou representando os vereadores, da importância de gerar empregos dentro do próprio município.

Com o licenciamento ambiental em andamento e as medidas compensatórias em discussão, o projeto segue para análise final do CONSEMA. Se aprovado, o CEO poderá se tornar um marco no setor logístico da região, equilibrando crescimento econômico e sustentabilidade.

 
 
 
 
 
 
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Célio Campos
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