A reconstituição da morte de Vitória Regina de Souza, de 17 anos, foi concluída nesta quinta-feira (24), mas acabou marcada por críticas e contratempos em Cajamar (SP). A jovem desapareceu quando voltava para casa e foi encontrada morta dias depois.
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Segundo a defesa de Maicol, principal suspeito do crime, a reconstituição não ocorreu de forma adequada.
“Simplesmente não foi realizada. Não houve a dinâmica do suposto fato. Nenhum ponto foi esclarecido. Ficamos surpresos”, afirmou a defesa.
Eles também relataram que a bateria do carro de Maicol acabou durante a tentativa de subir a rua onde os fatos teriam ocorrido, o que comprometeu o procedimento. “Um verdadeiro vexame”, resumiu a defesa.
Os advogados da família de Vitória também expressaram preocupação com os procedimentos adotados na reconstituição, segundo apurou ao Dois Pontos.
Inicialmente, a reprodução simulada estava prevista para o dia 10 de abril, mas foi adiada para a última terça-feira (22) e concluída dois dias depois.
O Dois Pontos entrou em contato com a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) sobre as críticas pela reconstituição. Veja nota da pasta:
A reconstituição do crime foi realizada na manhã desta quinta-feira (24), entre 10h e 13h, pelo Instituto de Criminalística (IC). O procedimento tem como objetivo esclarecer a dinâmica do caso e subsidiar a investigação com a elaboração de um laudo técnico, que será disponibilizado em breve à autoridade policial. Além da equipe da Polícia Técnico-Científica, os trabalhos contaram com o acompanhamento de policiais civis da Delegacia de Cajamar e do Grupo de Operações Especiais (GOE). As investigações prosseguem para a conclusão do inquérito.

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