O Dois Pontos teve acesso a informação que o Hospital Estadual de Franco da Rocha "Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho" adotará a implantação de um sistema de ponto eletrônico com reconhecimento facial para médicos, em uma tentativa de coibir irregularidades no registro de entrada e saída dos profissionais. A medida ocorre em um contexto de crescentes denúncias sobre a unidade, que em 2025 tem sido alvo de reclamações por atrasos em cirurgias e que chegou a ter documento assinado por profissionais alertavando para o risco de colapso.
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Segundo fontes internas, por anos o hospital utilizou o aplicativo "PegaPlantão", que operava com login e senha individuais. No entanto, a falta de um controle mais rígido teria permitido que alguns médicos deixassem suas credenciais com colegas, que registravam ponto em nome de todo o grupo — prática conhecida como "gato". Com isso, profissionais poderiam sair mais cedo ou chegar atrasados sem que o desvio fosse detectado.
Agora, a administração do hospital adquiriu dois terminais de reconhecimento facial, que exigirão a presença física do médico para validar a entrada e a saída. A expectativa é que o novo sistema dificulte as tentativas de burlar o controle de jornada e garanta maior transparência na alocação dos profissionais.
A iniciativa, no entanto, surge em meio a um cenário crítico na unidade. Reportagens anteriores já haviam destacado a sobrecarga do hospital, a demora na realização de procedimentos cirúrgicos e a insatisfação de pacientes e funcionários. Para especialistas em gestão pública, a modernização do controle de ponto é um avanço necessário, mas precisa vir acompanhada de investimentos em estrutura e pessoal para reverter a situação de risco apontada nas denúncias.
Procurada, a secretaria estadual de Saúde ainda não se manifestou sobre o assunto.

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