O que tinha tudo para ser apenas o feijão com arroz da administração pública virou espetáculo no último sábado (30). Sob pressão de críticas cada vez mais duras sobre a falta de conservação e manutenção das ruas, a prefeita Lorena Oliveira (Solidariedade) decidiu transformar o lançamento do programa "Cidade Limpa" em evento no Parque Vitória. O objetivo, em tese, é simples: fazer a limpeza básica da cidade.
📺 Se inscreva no canal do YouTube do Dois Pontos
📲 Participe do canal do Dois Pontos no WhatsApp
A nova empreitada tenta amenizar o desgaste político num dos pontos mais frágeis do atual governo. Mas o tom da cerimônia acabou roubando a cena. Durante o discurso, a prefeita partiu para o ataque: criticou adversários, prometeu zelar melhor pela cidade e voltou a culpar a gestão anterior. Só tem um detalhe: ela mesma era vice-prefeita na administração que hoje tanto critica. A contradição, no mínimo, constrangedora.
Muito barulho por algo obrigatório?
Nas ruas, a reação ao "Cidade Limpa" escancarou a divisão. Parte dos moradores comemora a iniciativa como um alívio — ninguém discorda que Franco da Rocha precisa, urgentemente, de uma força-tarefa para colocar a casa em ordem.
Por outro lado, o jeito como tudo foi anunciado irritou boa parte da população. Para muitos, houve mais propaganda do que serviço. A pomba do evento, os discursos inflamados e o palco montado soaram como desperdício. A reclamação é básica: varrer, capinar e conservar vias não é favor nem inovação. É obrigação corriqueira, dessas que já estão pagas com os impostos.
Agora, a pergunta que fica é simples: o "Cidade Limpa" vai entregar o que prometeu na hora do discurso ou foi apenas um grande marketing para disfarçar o atraso no essencial? Quem vai responder, como sempre, é quem sente na pele o estado das ruas: a população.
Comentários: