A paixão pela fotografia pode transformar a forma como enxergamos o mundo ao nosso redor, e Orlando Junior é um exemplo vivo dessa conexão entre arte e percepção. Aos 47 anos, o fotógrafo e designer gráfico de Franco da Rocha, tem um olhar que transforma cenas cotidianas em composições impressionantes. Multipremiado, Orlando compartilha histórias por trás de suas imagens que renderam reconhecimento internacional, desafios superados e a trajetória que o levou a se destacar no cenário fotográfico nacional.
Você tem uma fotografia que carrega uma história especial?
Tenho uma foto especial, sim. Essa foto é do Parque Municipal da cidade de Franco da Rocha. Em uma manhã de domingo, percebi que as nuvens estavam baixas. Não pensei duas vezes: subi o drone e consegui fazer uma linda imagem do parque entre as nuvens
Nos fale um pouco sobre suas conquistas nessa jornada.
Em 2020, tive o prazer de ficar em 3º lugar no Concurso de Fotografias Simbiose, organizado pelo fotógrafo Wander Rocha, de Niterói - RJ. Em 2022, fui homenageado em minha cidade com o Prêmio Mãe África. Em 2023, fui novamente homenageado em minha cidade com o Prêmio Águas de Osun. Esses prêmios de 2022 e 2023 foram devido aos trabalhos fotográficos que realizei em parceria com a Acafro (Associação Cultural Afro Brasileira).
Como foi participar do Brasília Photo Show e como essa participação impactou sua trajetória pessoal e/ou profissional?
Para mim, foi muito bom participar do Brasília Photo Show. Ganhei bastante visibilidade em minha cidade e em outras também. Eu aprendo muito em cada edição. Observo sempre as fotos vencedoras de edições anteriores. São imagens grandiosas! Excelentes referências para a minha evolução na fotografia. E para mim, estar entre as fotos mais bem pontuadas é um sentimento prazeroso e uma grande honra. Estar entre os melhores fotógrafos do Brasil e do mundo é algo incrível, pois o Brasília Photo Show é o maior concurso de fotografia do Brasil.
Na sua opinião, de que maneira o Brasília Photo Show contribui para tornar a fotografia mais acessível a todos?
O BPS é um concurso que abre as portas para fotógrafos profissionais e amadores, permitindo que todos participem. Podemos inscrever até duas fotos de forma gratuita e, caso tenhamos mais imagens boas, podemos participar com outras fotos pagando uma taxa simbólica.
Quais são as histórias das suas fotos vencedoras no festival?
Em 2016, ganhei medalha de bronze com a foto Chuva de Fogo. Usei a técnica de light painting, com palha de aço queimando ao fundo, uma sombrinha rebatedora nas mãos do modelo e um flash escondido no interior da sombrinha para iluminar o modelo e congelar a imagem.
Em 2020, fui premiado com a medalha de prata pela foto Sob o Olhar da Periferia. Para essa imagem, utilizei a técnica de dupla exposição, travando a câmera e fotografando uma imagem por cima da outra. Primeiro, fotografei o rosto do modelo e, depois, capturei o bairro onde moro, aqui em Franco da Rocha.
Em 2023, recebi uma menção honrosa com a foto Melodia Oceânica: O Mar em Partitura. Essa foto foi feita em Tatuamunha, Alagoas. Estava fazendo um voo com meu drone na praia de Tatuamunha durante a maré baixa e avistei um espetáculo da natureza, onde percebi que o mar se assemelhava a partituras musicais.
A foto que eu mais gosto é a Chuva de Fogo, onde usei a técnica de light painting. Utilizei palha de aço queimando ao fundo, uma sombrinha rebatedora nas mãos do modelo e um flash escondido no interior da sombrinha para iluminar o modelo e congelar a imagem.
Por incrível que pareça, o maior desafio foi a concepção da ideia. A técnica que usei foi tranquila e, surpreendentemente, consegui a foto de primeira.
6 – Nos conte um pouco sobre outras exposições fotográficas que você já tenha participado.
Já participei de várias exposições. Aqui estão algumas delas:
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Em 2014, participei da Exposição coletiva "Transposição Visual" na Biblioteca do Memorial da América Latina em São Paulo.
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Em 2014, participei da Exposição coletiva "A Luz na Fotografia" no Espaço Cultural Água Branca, no Parque da Água Branca em São Paulo.
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Em 2015, participei da exposição "Mil Faces em um Olhar", uma exposição exclusiva com fotos minhas, realizada na Casa de Cultura em Franco da Rocha - SP.
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Em 2016, participei novamente da exposição "Mil Faces em um Olhar", na Faculdade de Atibaia (FAAT) em Atibaia - SP.
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Em 2019, participei da Exposição coletiva "Fotogrígora" na Sociedade Fluminense de Fotografia em Niterói - RJ.
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Em 2021, participei da Exposição Òrun Àíye (Céu e Terra), uma parceria com a Mãe de Santo Iyá Tânia, onde ela me contou a história de alguns Orixás, e, inspirado nas histórias, fotografei modelos vestidos como Orixás. A exposição foi realizada no Centro Cultural em Franco da Rocha - SP.
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Em 2023, participei da Exposição coletiva "Ensaios para o Museu das Origens" no Instituto Tomie Ohtake em São Paulo.
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Em 2023, participei da Exposição coletiva do Brasília Photo Show no Museu de Arte de Brasília (MAB) em Brasília - DF.

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