O Hospital Estadual Dr. Albano da Franca Rocha Sobrinho emitiu um alerta crítico na última quinta-feira (08) sobre o colapso total de sua estrutura de urgência e emergência. O comunicado interno, obtido pelo Dois Pontos, revela que a unidade ultrapassou em mais de 200% sua capacidade de atendimento, com 55 pacientes no Pronto-Socorro (contra uma capacidade máxima de 26 leitos) e mais 13 aguardando transferência via SIRESP/CROSS – sem qualquer vaga disponível.
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Situação crítica: sem oxigênio, leitos ou equipamentos
Além do excesso de pacientes, o hospital informa que:
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Enfermarias e UTIs estão com ocupação máxima (100%);
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Não há mais suporte ventilatório para novos casos graves;
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Falta oxigênio e pontos de gases em setores críticos;
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Leitos de isolamento indisponíveis;
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Escassez de materiais e recursos humanos.
O documento é enfático: "Encaminhar pacientes nessas condições colocará em risco tanto os novos quanto os já internados". A direção do hospital notificou oficialmente municípios da região, o CROSS (Central Reguladora de Ofertas de Serviços de Saúde), SAMU e Corpo de Bombeiros sobre a impossibilidade de receber mais casos até que a situação seja normalizada.
Apelo urgente para evitar tragédias
Em tom de emergência, o hospital pede que os serviços de saúde da região priorizem outras unidades e evitem transferências para Franco da Rocha. A sobrecarga, agravada pela falta de insumos básicos, já compromete a segurança dos atendimentos.
Autoridades de saúde ainda não se pronunciaram sobre medidas emergenciais para aliviar a pressão no hospital, que é referência para as cidades da região do CIMBAJU. Enquanto isso, pacientes e familiares enfrentam filas e risco de atendimento precário.
Entramos em contato com o CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, que é a entidade que gerencia os serviços do Hospital Albano, para maiores esclarecimentos, ainda não obtivemos resposta. Atualizaremos assim que novas informações forem obtidas.
Confira na íntegra a nota emitida pelo CEJAM:

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