A busca por serviços judiciários na Comarca de Franco da Rocha tem se mostrado uma prova de resistência para muitos cidadãos. Apesar de o atendimento ao público ter início oficialmente às 13h, o prédio do Fórum é aberto antes desse horário. No entanto, essa abertura antecipada não significa acolhimento: as pessoas que chegam mais cedo são obrigadas a aguardar do lado de fora, em uma área sem qualquer tipo de cobertura, ficando expostas ao sol forte ou à chuva.
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A cena se repete diariamente. Formam-se filas sob as condições do tempo, enquanto os cidadãos aguardam pela abertura dos guichês. A ausência de um espaço coberto, como uma marquise ou um toldo, torna a espera não apenas desconfortável, mas potencialmente prejudicial à saúde, especialmente para idosos, pessoas com mobilidade reduzida ou acompanhadas de crianças.
A situação levanta questionamentos sobre a acessibilidade e o tratamento digno aos usuários do serviço público. "É desumano. Você já vem com um problema para resolver, muitas vezes algo sério, e ainda tem que passar por esse constrangimento e incômodo. Já peguei chuva aqui duas vezes, e não há onde se abrigar", relatou uma moradora que preferiu não se identificar.
O Dois Pontos enviou questionamentos à assessoria de imprensa do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo sobre o caso, porém, até o fechamento desta matéria, não obteve retorno. O espaço continua aberto.

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