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Sexta-feira, 08 de Maio de 2026
Prefeito Lagoinha veta projeto que garantiria transparência sobre estoque de medicamentos na saúde pública de Caieiras

Caieiras

Prefeito Lagoinha veta projeto que garantiria transparência sobre estoque de medicamentos na saúde pública de Caieiras

Decisão argumenta inconstitucionalidade e despesas não previstas

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O prefeito Gilmar Lagoinha (PL) vetou integralmente o Projeto de Lei nº 114/2025, aprovado pela Câmara Municipal, que asseguraria aos cidadãos o direito de acesso a informações detalhadas sobre a disponibilidade de medicamentos na rede pública de saúde do município. A justificativa do Executivo baseia-se em suposta inconstitucionalidade formal e material, além de contrariedade ao interesse público.

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A proposta obrigaria a administração municipal a divulgar periodicamente – em murais físicos e meios eletrônicos oficiais – listas atualizadas com a quantidade de medicamentos disponíveis e a previsão para sua reposição. O objetivo era aumentar a transparência e permitir que a população acompanhasse a situação do estoque de remédios.

Em mensagem de veto enviada à presidente da Câmara, a vereadora Zefinha (PL), o prefeito afirmou que a iniciativa “invade a esfera de competência privativa do Chefe do Poder Executivo”, configurando, em sua avaliação, “vício de iniciativa e violação ao princípio da separação dos poderes”. O texto cita doutrinadores do Direito Administrativo para sustentar que a função legislativa deve limitar-se a normas gerais, sem interferir na administração concreta.

Além da questão constitucional, o veto alega que a proposta criaria despesas sem a devida previsão orçamentária, ferindo a Lei de Responsabilidade Fiscal. A administração municipal argumenta que a medida imporia “encargos financeiros sem previsão orçamentária”, comprometendo o equilíbrio fiscal.

Por outro lado, defensores do projeto questionam se a justificativa do Executivo não mascara uma resistência em adotar práticas de transparência mais efetivas. Eles lembram que a Lei Federal nº 12.527/2011 (Lei de Acesso à Informação) já assegura o direito à informação pública, mas a proposta vetada ia além, estabelecendo divulgação proativa e periódica, sem que o cidadão precise requerer os dados.

Agora, o veto será apreciado pelos vereadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo – o que permitiria a promulgação da lei. A decisão do Legislativo definirá se Caieiras avança em mecanismos de divulgação de dados sobre medicamentos ou se mantém o modelo atual de transparência, criticado por parte da população por ser menos acessível.

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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