O regime de previdência que administra os recursos que serão utilizados para o pagamento de aposentadorias, tanto de quem já se aposentou como de todos os servidores que se aposentarão no futuro de Caieiras, de acordo com reportagem da Folha de S.Paulo, investiu R$ 564 mil em um fundo chamado “Brazilian Graveyard & Death Care” (cemitérios e funerárias brasileiras), que gerencia ativos ligados a serviços funerários.
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A liquidação do Banco Master colocou em xeque a liquidez de todos os fundos ligados a ele, e todos esses investimentos devem ser objeto de investigação tanto na CPI do INSS quanto pelo Ministério Público.
Diferente de investimentos em poupança ou CDBs de pequeno valor, as Letras Financeiras e os fundos imobiliários (FIIs) onde o dinheiro de Caieiras e de outros 100 institutos foi alocado não possuem a garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). Isso significa que, no processo de liquidação, os institutos de previdência estão no fim da fila de credores, atrás de obrigações trabalhistas e fiscais.
Se os regimes previdenciários não forem capazes de recuperar o investimento, a conta volta para o órgão ligado a ele, no caso, as prefeituras e governos estaduais. De acordo com a lei, o rombo deve que ser coberto ou com dinheiro da prefeitura, ou pelos servidores, com o aumento das contribuições previdenciárias.
Procurada, a autarquia não respondeu os questionamentos do Dois Pontos sobre o assunto até o fechamento desta matéria. O espaço permanece aberto.

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