Um caso que está mobilizando clientes e chamando a atenção em Franco da Rocha envolve a tradicional empresa de despachante Sol, localizada no município há 40 anos. Desde o início de 2026, diversos relatos apontam que a responsável pelo estabelecimento, Priscila Pinheiro, teria utilizado valores pagos por clientes para a regularização de documentos e, em seguida, desaparecido sem deixar rastro.
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De acordo com informações reunidas, Priscila atuou normalmente na empresa até o dia 19 de dezembro de 2025. A partir dessa data, deixou de atender telefones, não compareceu ao local de trabalho e não deou mais retorno aos clientes que haviam contratado seus serviços. Muitos deles afirmam ter pago adiantado por serviços de licenciamento, transferência de veículos, emissão de documentos e outros trâmites burocráticos, sem que houvesse qualquer conclusão.
Na sede da empresa, um cartaz fixado na porta reafirma publicamente a situação. Nele, há a menção de que Priscila "desviou recursos de clientes" e desapareceu. O texto ainda divulga telefone e endereço residencial da proprietária, numa tentativa de pressioná-la a aparecer ou de alertar outras possíveis vítimas.
Alguns clientes relatam ter procurado a Polícia Civil para registrar ocorrência, enquanto outros buscam orientação jurídica para tentar reaver o dinheiro perdido. Até o momento, não há informações oficiais sobre o paradeiro de Priscila Pinheiro ou sobre a abertura de investigação policial.
A empresa Sol era conhecida na região há décadas e contava com uma clientela fixa, o que torna o caso ainda mais surpreendente para moradores e comerciantes locais. Procurados, familiares e ex-funcionários não se manifestaram até o fechamento desta matéria.
O desaparecimento da proprietária recente e as acusações de golpe deixaram dezenas de pessoas em situação de prejuízo e insegurança. A recomendação para quem passou por situação semelhante é reunir todos os comprovantes de pagamento e procurar uma delegacia para formalizar a queixa.
A reportagem do Dois Pontos tentou contato com os telefones divulgados no cartaz e com possíveis representantes da empresa, sem sucesso até o momento.
Atualizado em 09/01/2025 às 17h30:
Em posse das documentações que comprovam o arrendamento para Priscila, Evanir, ex- proprietária do despachante procurou a redação para explicar que arrendou o local para a Priscila em outubro de 2024 e baixou o CNPJ em janeiro de 2025. Ela lamenta muito o fato. Informa que também é vítima, pois Priscila não cumpriu um contrato firmado. Reitera ainda que por 40 anos foi proprietária com lisura e lamenta que o nome que construiu foi manchado com o fato. Evanir completa que se coloca à disposição para auxiliar com informações que possam ajudar nos eventuais processos.
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