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Domingo, 08 de Fevereiro de 2026
As perguntas que o espelho me devolve

Débora Preto

As perguntas que o espelho me devolve

Para toda mulher que também se pergunta quando o tempo começou a correr tão depressa.

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Como vai, mãe-amiga? 

Está tudo bem por aí?

 

Leia Também:

Os filhos já começaram a fazer os pedidos de Natal?

A rematrícula na escola já foi feita?

E os planos para 2026, já começaram a tomar forma?

 

A minha reflexão desta semana é justamente sobre o tempo.

 

Estou no barco das 40+ e sim, estou sentindo o peso do tempo que até o ano passado eu não sentia. Isso é real.

Vivi o dia em que olhei no espelho e pensei: quando foi que envelheci desse jeito?

Ontem essas ruguinhas ao redor dos olhos não existiam.

 

O ganho de peso é notório e a dificuldade para perder esses quilinhos a mais também.

Um cansaço absurdo depois das 8 horas de trabalho é quase inevitável.

O período menstrual parece ter voltado a ser adolescente: mais dolorido, mais intenso.

 

Há tantas outras mudanças que eu poderia listar, mas prefiro te convidar:

Quais transformações você tem percebido por aí?

Já sente as mudanças físicas e comportamentais chegando?

 

E junto delas vêm as reflexões inevitáveis:

Já vivi mais de quatro décadas.

Fiz tudo o que sonhava?

Quanto tempo ainda me resta para aquilo que ainda não alcancei?

 

Será que a tal crise da meia-idade é mesmo verdadeira?

Ou será que vivemos em uma sociedade onde envelhecer não é permitido?

 

Percebo dois times e nenhum deles parece nos acolher:

O primeiro diz: “Nossa, como ela envelheceu!”

O segundo comenta: “Nossa, quanto procedimento ela fez! Quer esconder a idade!”

 

E eu me pergunto:

Existe um terceiro time, aquele que nos aceita simplesmente como somos?

E esse querer ser é realmente nosso, ou é um querer invisível, moldado pelo socialmente aceitável?

 

Se esperava respostas, me perdoe, amiga.

Hoje eu só tenho interrogações que sobem e descem junto com o looping hormonal.

 

Ah, e aproveitando…

A terapia está em dia? Ter um lugar seguro para falar sobre medos, inseguranças e desejos é libertador.

E a consulta com a ginecologista? Ainda estamos em outubro, mês do cuidado. Aproveite e faça o autoexame mamário.

 

Talvez logo venha uma reflexão materna sobre a tal menopausa, mas por enquanto deixo aqui o meu abraço de acolhimento.

Porque, juntas, a gente pode sempre mais.

 

Com carinho,

Débora Preto

Mãe, Educadora e umas coisinhas a mais

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Débora Preto

Mãe, educadora, escritora, ativista, coordenadora do Movimento Senai em Franco e Conselheira Municipal dos Direitos da Mulher

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