Como vai, mãe-amiga?
Está tudo bem por aí?
Os filhos já começaram a fazer os pedidos de Natal?
A rematrícula na escola já foi feita?
E os planos para 2026, já começaram a tomar forma?
A minha reflexão desta semana é justamente sobre o tempo.
Estou no barco das 40+ e sim, estou sentindo o peso do tempo que até o ano passado eu não sentia. Isso é real.
Vivi o dia em que olhei no espelho e pensei: quando foi que envelheci desse jeito?
Ontem essas ruguinhas ao redor dos olhos não existiam.
O ganho de peso é notório e a dificuldade para perder esses quilinhos a mais também.
Um cansaço absurdo depois das 8 horas de trabalho é quase inevitável.
O período menstrual parece ter voltado a ser adolescente: mais dolorido, mais intenso.
Há tantas outras mudanças que eu poderia listar, mas prefiro te convidar:
Quais transformações você tem percebido por aí?
Já sente as mudanças físicas e comportamentais chegando?
E junto delas vêm as reflexões inevitáveis:
Já vivi mais de quatro décadas.
Fiz tudo o que sonhava?
Quanto tempo ainda me resta para aquilo que ainda não alcancei?
Será que a tal crise da meia-idade é mesmo verdadeira?
Ou será que vivemos em uma sociedade onde envelhecer não é permitido?
Percebo dois times e nenhum deles parece nos acolher:
O primeiro diz: “Nossa, como ela envelheceu!”
O segundo comenta: “Nossa, quanto procedimento ela fez! Quer esconder a idade!”
E eu me pergunto:
Existe um terceiro time, aquele que nos aceita simplesmente como somos?
E esse querer ser é realmente nosso, ou é um querer invisível, moldado pelo socialmente aceitável?
Se esperava respostas, me perdoe, amiga.
Hoje eu só tenho interrogações que sobem e descem junto com o looping hormonal.
Ah, e aproveitando…
A terapia está em dia? Ter um lugar seguro para falar sobre medos, inseguranças e desejos é libertador.
E a consulta com a ginecologista? Ainda estamos em outubro, mês do cuidado. Aproveite e faça o autoexame mamário.
Talvez logo venha uma reflexão materna sobre a tal menopausa, mas por enquanto deixo aqui o meu abraço de acolhimento.
Porque, juntas, a gente pode sempre mais.
Com carinho,
Débora Preto
Mãe, Educadora e umas coisinhas a mais
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