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Segunda-feira, 11 de Maio de 2026
O outro lado do Dia das Mães

Débora Preto

O outro lado do Dia das Mães

Nem todos viveram o amor que a sociedade insiste em romantizar.

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Caro leitor,

Como vocês estão?

 

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Hoje, estas palavras não são apenas para as mães amigas...

 

Todos esses dias foram imbuídos do clima angelical do Dia das Mães.

 

As escolas com suas lindas apresentações e presentes. Sobre essa boa intenção, tenho milhões de ressalvas... mas isso fica para outra coluna, talvez.

 

O comércio em frenesi: flores, perfumes, chocolates, roupas e afins. Que a economia tenha circulado, principalmente a local.

 

Restaurantes com filas para o afetuoso "Dia das Mães".

 

Para aqueles que usufruíram, com amor genuíno, de todas essas situações, este texto não é para você.

 

Aqui ficam aqueles que não receberam colo, afeto e cuidado de mãe.

 

Quero, de forma não pretensiosa, que estas palavras possam chegar até você e confortá-lo em alguma camada da sua história.

 

Temos uma ilusão coletiva sobre o bem, o bom e o belo no que tange à maternidade, mais especificamente ao vínculo entre mãe e filho.

 

Infelizmente, existem muitos filhos que não beberam dessa fonte e carregam marcas profundas.

 

Mas não há um movimento, uma luz voltada para a frase: "eu tenho traumas maternos". E é por isso que, para a grande maioria, não existe a problematização do quanto essa linda homenagem às mães pode causar dor em quem não viveu esse afeto.

 

Para você que acha que isso é uma grande bobagem, preciso afirmar algo de forma categórica: infelizmente, amar os filhos não é instintivo.

 

Há aquelas que não souberam ou não puderam acolher.

 

E, como consequência, há inúmeros adultos que sofrem em silêncio pela ausência desse cuidado emocional.

 

Então, deparar-se com uma infinidade de declarações, fotos posadas, vídeos e afins pode gerar inúmeras emoções desagradáveis, mas absolutamente válidas.

 

Dito isso, sinta um abraço em forma de palavras.

 

Você não está sozinho. E sinto muito por, ano após ano, ter que se deparar com essa data comercial e sentir-se mal, ou até culpado, por não ter vivido essa magia do Dia das Mães.

 

Sinto muito.

 

Não negue essa dor. Não esconda de si mesmo tudo o que essa ausência materna pode estar acarretando em sua vida adulta.

 

Procure ajuda.

 

Não tenha vergonha de falar. O que você passou e sentiu precisa ser ressignificado.

 

Que você possa quebrar o ciclo e seguir com suas feridas cicatrizadas.

 

Mais uma vez, fica aqui o meu abraço.

 

Com carinho,

 

Débora Preto

Mãe, educadora e umas coisinhas a mais...

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Débora Preto
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Débora Preto

Publicado por:

Débora Preto

Mãe, educadora, escritora, ativista, coordenadora do Movimento Senai em Franco e Conselheira Municipal dos Direitos da Mulher

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