Olá, mãe amiga, como vai?
Ontem foi um dia de comemoração na sua casa?
Datas comemorativas despertam sentimentos diferentes, porque cada pessoa chega até elas carregando a sua própria história.
Ontem, ao passar pelas mídias sociais, vi uma enxurrada de publicações de pais e filhos. Aqui mesmo postei fotos lindas do Thiago com as crianças. Afinal, ele exerce a paternidade com presença, cuidado, responsabilidade e amor.
Também senti no coração a vontade de postar algumas fotos com meu pai. Neste ano completaram-se dez anos de sua partida, que, infelizmente, também aconteceu no mês de agosto. E ontem senti uma saudade doída...
Talvez por isso eu saiba que uma mesma data pode carregar sentimentos tão distintos.
Mas, levando em consideração também a minha bagagem profissional e tantos anos trabalhando com crianças, famílias e políticas públicas, é impossível olhar para o Dia dos Pais sem algum senso crítico.
Quantos filhos atravessaram o dia de ontem sentindo justamente aquilo que lhes faltou?
Os números ajudam a dimensionar uma parte dessa realidade. Segundo dados da Associação Nacional dos Registradores de Pessoas Naturais (Arpen-Brasil), em média, 174 mil crianças são registradas por ano no Brasil sem o nome do pai na certidão de nascimento.
É importante dizer que um nome em uma certidão não mede afeto ou presença. Existem pais registrados que não participam, pais que estão perto, mas não cuidam, e filhos crescendo em lares atravessados pela violência, pelo abuso de álcool ou outras drogas e pela falta de previsibilidade.
São realidades muito diferentes, mas todas nos levam a uma reflexão: a maneira como as relações parentais podem repercutir na vida dos filhos.
Por isso, para os filhos que ontem não puderam comemorar, desejo que consigam ressignificar suas histórias. Que aquilo que lhes faltou não determine aquilo que serão capazes de construir. Que possam reconhecer padrões, interromper ciclos e estabelecer relações diferentes daquelas que conheceram.
Aos pais que compreendem que paternidade é presença, responsabilidade, cuidado e afeto, desejo saúde e muitos anos de vida para continuarem acompanhando seus filhos.
E aos que, por escolha, permanecem distantes, deixo uma reflexão: enquanto um filho cresce, o tempo também passa para o pai.
Porque uma infância não volta para ser vivida outra vez.
E você, mãe amiga... que sentimentos o Dia dos Pais despertou na sua história?
Até a próxima coluna.
Forte abraço,
Débora Preto
Mãe, Educadora e umas coisinhas a mais
Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se