Devemos compreender uns aos outros, mesmo sem ter a afinidade que gostaríamos que tivéssemos. É fácil agradarmos quem nós gostamos, presentear amigos, amar entes queridos, mas o que devemos fazer com quem está distante de nós, fora do nosso ciclo social, contrário das nossas ideologias, longe das nossas crenças e valores.
O que devemos pensar das pessoas que agem ao contrário daquilo que desejamos ou acreditamos que é a forma correta de agir. No mistério da vida há uma singularidade, não existe ninguém igual a ninguém, a consciência, o estado psicológico ou emocional é algo único em cada ser humano.
Estamos avançando numa época onde o individualismo e a segregação social está se fortalecendo cada vez mais. As redes sociais que tanto aproxima virtualmente, nos coloca cada vez mais distante fisicamente, e tal transformação está deixando o seres humanos cada vez mais frio e distantes uns dos outros. Falta de compreensão para com o próximo, faz o indivíduo priorizar apenas suas próprias convicções, ignorando a necessidade, o desejo e a vontade alheia. É importante conquistar aquilo que idealizamos, mas é sábio abrir mão do desejo do ego, e reconhecer que não devemos ser o centro dos nossos interesses, pois a nossa posição nunca vai ser a pior nem a melhor no contexto humano. Uns pode sofrer por necessidade financeira, outros pela fragilidade com a saúde, outros pela vulnerabilidade social, mas é só quem sofre na pele que sabe o preço e o peso do seu sofrimento. Seus problemas não são menores nem maiores que do outro, mas a forma como você o percebe, pode transformar um grande problema em um pequeno desafio ou um pequeno problema e um grande monstro. É a sua consciência que faz da sua percepção enxergar o quanto a grama do vizinho é mais verde que a sua. Apenas a sua percepção.
FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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