Olá, mãe-amiga! Como está esse finalzinho de férias por aí? Muitos “Bobbie Goods” pintados? E o desejo pelo morango… chegou até sua casa?
Pois foi esse tal morango do amor que me fisgou e me fez mergulhar em várias reflexões: tantas, que virou tema da nossa coluna de hoje.
Bora desbravar essa explosão de sabores? Ops… de palavras?
O morango do amor, à primeira vista, é irresistível.
Vermelho vivo, reluzente, envolto numa casquinha brilhante de açúcar. Dá vontade, não dá? Parece promessa de felicidade. E se você não desejou, não provou, ou nem ligou pra ele… opa, tem algo “errado”!
É como se estivesse ficando de fora de algo socialmente necessário, imprescindível, obrigatório!
Assim como a maternidade, que tantas vezes é idealizada como doce, leve, plena, natural e também obrigatória.
Mas quem já mordeu um morango do amor sabe: aquela casquinha linda pode ser dura, machucar o céu da boca, grudar nos dentes, ser doce demais e até decepcionar.
Não é tão simples quanto parece.
Ser mãe também não é.
O morango, lá dentro, representa o essencial: o amor pelo filho, a conexão, o cuidado genuíno.
Mas a camada espessa de açúcar simboliza as expectativas que nos cercam: a cobrança para dar conta de tudo, o peso de sorrir mesmo exausta, de criar filhos perfeitos e de amar a maternidade em todas as suas camadas.
A maternidade, como o morango do amor, é feita de beleza e dureza. De casquinhas difíceis e centros doces.
Por isso, se você já provou o morango do amor (e a maternidade), te convido a refletir com quem ainda não provou: nem tudo que está na moda precisa estar na sua vida.
Nem todo desejo coletivo é um desejo seu.
Nem toda escolha é obrigatória só porque virou tradição.
Como diz aquele velho ditado de mãe: “você não é todo mundo”.
Fique em paz com as suas escolhas. E está tudo bem.
Das minhas experiências por aqui, confesso: o morango, pra mim, é muito melhor com chocolate.
E a maternidade? A possível. Aquela vivida com amor, respeito e uma pitada de previsibilidade .
E você, na febre do morango do amor…
Ocupa qual posição?
Débora Preto
Mãe, Pedagoga e umas coisinhas a mais …
Comentários: