O modelo de jogo te prepara para o todo, a estratégia para algo.
Equipes, por mais que se adaptem a quem está do outro lado, possuem características que as representam em todos os jogos, como se fosse uma base.
Mais fundo nisso, há os pequenos e valiosos ajustes/reajustes, feitos jogo a jogo,
Já que não se joga sozinho, há de se considerar o que o outro lado tem a dizer. Cada equipe tem sua forma de abordar as diferentes situações que uma partida apresenta.
Pensando nisso, o modelo é alimentado com algumas mudanças para enfrentar distintos contextos. Com o macro bem implementado, o foco no micro passa a ser o diferencial.
Quem consegue, dentro da própria ideia, se moldar também ao adversário sai na frente. Não jogar o meu jogo, mas jogar o jogo!
A analogia do “cobertor curto” sempre vai bem. Seja qual for a prioridade que o adversário dá ao atacar ou defender, sempre haverá um ponto vulnerável.
Um time costuma atingir seu auge quando o modelo se torna apenas um ponto de referência, evoluindo a partir dos jogadores.
Um treinador pode anular uma solução que sai da cabeça de outro treinador, mas não tem controle sobre o que sai dos pés de um jogador!!!
Sempre ajudou e vai continuar ajudando!!!
Mudar a linha de 4 para uma linha de 5 é uma decisão mais sensível do que se pensa
A forma de se comportar é alterada. Em uma tem que se estar atento a dar passos para a frente e na outra ligado com as brechas ao lado e às costas.
Quebra também um estigma que jogar com três zagueiros muitas vezes carrega: não é sinônimo de ser defensivo. A depender das características, é mais ofensivo do que jogar apenas com dois zagueiros.
O que mais vai importar são as características dos jogadores. É isso que dá vida a uma formatação e cria um perfil de equipe.
Não se esculpem jogadores a partir de uma estrutura, mas sim a estrutura a partir dos jogadores!!!
A análise tática do trabalho do Ancelotti e a de Guardiola, por exemplo, não pode ser vista pela mesma perspectiva. São linhas de trabalho e pensamento diferentes.
O Real Madrid comandado por ele já dizia bastante sobre quais eram suas valências enquanto treinador
Mais do que olharmos para onde cada jogador vai estar, acredito que será mais importante a forma como cada jogador vai assumir suas oportunidades e papéis em campo
Pela flexibilidade maior nessa questão de posicionamento, passa a “recair” sobre o jogador a responsabilidade quase que total de entender por onde pode oferecer mais ao jogo
As características de quem pisar em campo vai guiar o caminho por onde o time irá.
Ainda faltam muitos pontos para ajustar e estabilizar isso, mas tenho esperança que pode se desenvolver bem durante a Copa!!!
É preciso confiar no trabalho, no processo e na experiência de Carlo, acredito que chegaremos fortes para o Hexa.
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