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Terça-feira, 02 de Junho de 2026
Ser cronista

Lua Souza

Ser cronista

Uma pequena viagem ao meu introspecto.

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Uma crônica pode ser no mínimo perigosa, não só para quem a escreve, caro leitor, mas, pela minha experiência, você também corre o risco de não sair ileso. A crônica resume o meu estado de espírito, ela é relato, uma prosa e pode ser um resumo de algo- da minha vida, da sua. Quando escrevo uma entro num processo de introspecção e juro que luto para não revelar tudo sobre mim, como o fato do meu cérebro não ter um pingo de raciocínio lógico, é até constrangedor, ou que eu sou uma virginiana sensível que chora com tudo e admitir que talvez eu seja uma nota de rodapé ambulante arranjando explicação para tudo. Acredite, é quase impossível não misturar todos os pretéritos, presentes e futuros- da minha vida nada perfeita.

Tento não recorrer tanto aos clichês, mas tem semana que aquele “só sei que nada sei”, bate forte. A única certeza é que esta que se inicia terá o Dia das Mães e o aniversário do meu pai, sim, isso significa presente em dobro. Antes disso, no dia 07 de maio, ocorrerá o conclave para eleger o sucessor do Papa Francisco- que foi de longe o papa mais gente boa da história e será difícil alguém chegar perto desse posto. Eu não poderia perder esta oportunidade e lançar um, afinal "O Papa é pop”. 

 Esta é uma das semanas que eu sei muitas coisas, sei que vou começar o ensaio para a apresentação do dia de Quem Cuida de Mim, com a canção Maria, Maria e na seguinte os ensaios anuais de festa junina. Por que ninguém ainda está falando nisso?

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Escrever uma crônica é como desbravar o mundo. Sou eu sendo crítica de qualquer assunto que acho relevante como o show da Gaga. Ontem, naquele momento, não existiam pessoas mais felizes como as que estavam em Copacabana.

Às vezes eu queria ser menos metódica e não precisar tanto da segurança que me freia, seja financeira ou emocional. Ser pessoa sem roteiro. Gente propícia a ter fulano ou beltrano falando mal por não seguir uma rotina. A vida poderia ser uma corrida de cem metros rasos- só de vez em quando, mas ela é maratona e insiste em nos atropelar ao ponto da gente se questionar se é um teste de novela da Globo.

Viver é violento.

Eu poderia ser uma dessas pessoas que têm avistamentos de objetos não identificados ou sei lá o que, seriam elas mais felizes? Quando penso em felicidade a primeira frase que me vem à cabeça é uma pedrada de Mário Quintana: A felicidade bestializa, só o sofrimento humaniza as pessoas.”

Será?

Escrever uma crônica sou eu te chamando para uma conversa. Pega sua xícara que eu já estou com a minha.

 Lua Souza

FONTE/CRÉDITOS (IMAGEM DE CAPA): Internet
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Lua Souza

Lua Souza, 34 anos, mãe e moradora de Franco da Rocha (SP). Poeta de nascença e professora de Língua Portuguesa, recentemente se descobriu cronista. Citação: "Eles passarão, eu passarinho"

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