A saga do tarifaço continua. Nesta quarta-feira (30), foi publicada uma ordem executiva que eleva a tarifa de importação ao Brasil para 50%. Contudo, alguns itens essenciais da lista, como suco de laranja, petróleo e aço, foram poupados — o que demonstra um recuo considerável de Donald Trump. Diante da oposição, ele vem sendo apelidado de TACO (Trump Always Chickens Out), ou seja, "Trump Sempre Amarela". Como o próprio presidente Lula disse que tudo isso parecia mais uma partida de truco, Trump parece sempre blefar. Porém, uma tática de blefe bem aplicada pode garantir um ponto — e é isso que parece estar acontecendo, dentro dos interesses do presidente americano.
Apesar dos produtos citados acima não estarem incluídos na assinatura do decreto, outros itens importantes, como o pescado, estarão sujeitos à taxa de 50%. O presidente da Abipesca, Eduardo Lobo, disse em entrevista à GloboNews que 70% do pescado brasileiro é exportado para os EUA, e que vender no mercado interno não resolve o problema, pois a produção é voltada ao mercado americano. Em outras palavras: se não houver diálogo, o setor pesqueiro corre sério risco de colapso.
Falando em diálogo, nesta sexta-feira (01), Donald Trump afirmou que sempre estará aberto para conversar com o Brasil e que o presidente Lula pode falar com ele a qualquer momento. Essa é uma sinalização importante em meio à tensão crescente nas últimas semanas. Além das tarifas, tivemos também declarações do deputado federal licenciado Eduardo Bolsonaro, dizendo que faria de tudo para impedir qualquer diálogo — uma demonstração de insensatez com o povo brasileiro. Soma-se a isso a aplicação da Lei Magnitsky sobre o ministro do STF Alexandre de Moraes.
Agora, o que nós, povo pobre brasileiro — que somos a maioria neste país — precisamos entender é que, se essa batalha continuar, quem de fato tem a perder somos nós. Mesmo que qualquer grande empresa do setor de produtos afetados pelo tarifaço venha a quebrar, os grandes empresários por trás delas continuarão nas prateleiras dos milionários, com muito dinheiro aplicado em fundos de investimento. Já o trabalhador comum, ao entrar na fila do desemprego, será obrigado a se reinventar para garantir o sustento da família.
Enquanto conservadores defendem a liberdade e progressistas defendem a soberania nacional, o trabalhador brasileiro só quer manter seu emprego.
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