Colaboradores da rede varejista Marabraz divulgaram um comunicado coletivo denunciando graves atrasos no pagamento de salários, rescisões e benefícios, situação que se arrasta há meses. Segundo o documento, a crise é "extremamente grave e desumana", com casos de funcionários há nove meses sem receber, enquanto outros enfrentam atrasos de três a cinco meses. Trabalhadores demitidos também aguardam o pagamento de verbas rescisórias há meses.
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De acordo com os funcionários, a empresa segue operando e exigindo o trabalho normal, inclusive com o envio do faturamento das vendas para a central, sem que haja o pagamento da equipe. Além disso, há denúncias de que INSS e FGTS não estão sendo recolhidos, agravando a situação trabalhista e legal.
O comunicado relata "consequências devastadoras" para os empregados, incluindo despejos, endividamento extremo, prisões por inadimplência de pensão alimentícia — por falta de renda — e impactos emocionais e financeiros em famílias inteiras. Os trabalhadores criticam a manutenção das atividades, mesmo que reduzidas, e defendem que as lojas deveriam ter as operações suspensas até a regularização dos débitos.
Empresa prometeu regularização, mas não cumpriu prazos
Em nota divulgada em dezembro, a Marabraz, por meio de um de seus sócios, Nasser Fares, informou estar em processo de reestruturação sob sigilo judicial e comprometeu-se a regularizar todos os passivos — incluindo salários — até a primeira quinzena de janeiro. No entanto, funcionários das unidades de Jundiaí e Franco da Rocha afirmam que nenhum pagamento atrasado foi efetuado até o momento. "As datas prometidas não foram cumpridas", relatou um colaborador.
Sindicatos realizam manifestação e oferecem apoio jurídico
No mês passado, o Sindicato dos Comerciários de São Paulo e o Sindicato dos Comerciários de Franco da Rocha organizaram uma manifestação no Centro de Distribuição da empresa, em Cajamar, para cobrar o cumprimento dos direitos trabalhistas. A entidade reforçou que seu departamento jurídico está à disposição para orientar os trabalhadores sobre medidas judiciais ou administrativas e que continuará monitorando de perto a situação.
Empresa não se pronunciou
A reportagem tentou contato com a Marabraz para obter um posicionamento sobre as denúncias, mas não recebeu resposta até a publicação desta matéria. O espaço segue aberto para eventual resposta da empresa.
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