A unidade do supermercado Ricoy, situada na Avenida dos Coqueiros, no centro de Franco da Rocha, tornou-se alvo de graves acusações trabalhistas em meio a um cenário de profundas incertezas corporativas. Recentemente, diversas denúncias chegaram à redação do portal Dois Pontos, revelando um ambiente de instabilidade e coação enfrentado pelos colaboradores do estabelecimento. De acordo com os relatos enviados ao portal, o problema imediato envolve o descumprimento do pagamento pontual dos salários. Funcionários, que evitam se identificar por medo de represálias, afirmam que os constantes atrasos nos vencimentos estão prejudicando o sustento de suas famílias.
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Somado ao déficit financeiro, o ambiente de trabalho tem sido descrito como de extrema pressão. Os denunciantes apontam que a gestão local vem realizando ameaças sucessivas de demissões em massa, sem justa causa. O objetivo da intimidação, segundo os trabalhadores, seria silenciá-los e impedir que as irregularidades cheguem ao conhecimento do público ou dos órgãos de proteção ao trabalhador.
Reflexo de uma crise maior
O drama vivido pelos funcionários nos bastidores reflete uma crise estrutural da rede varejista que já vinha transbordando para os corredores. Nos últimos meses, o Ricoy tem enfrentado evidentes dificuldades financeiras. O problema se tornou de conhecimento público através dos próprios consumidores: diversos clientes têm reclamado de forma recorrente sobre o desabastecimento da loja e as prateleiras vazias na unidade franco-rochense.
Nova gestão no horizonte
Em meio às prateleiras desfalcadas e à iminência de um colapso trabalhista, o mercado varejista foi surpreendido com uma mudança de rota. Foi informado há pouco tempo que a rede responsável pelo supermercado foi comprada pela organização Guedini Empreendimentos, grupo empresarial sediado no Maranhão.
Ainda não está claro como a transição de controle afetará o dia a dia da unidade, mas a venda levanta questionamentos urgentes sobre a quitação dos passivos trabalhistas acumulados e a reestruturação do abastecimento para os clientes.
A prática de reter salários, aliada à coação moral de funcionários, configura grave violação de direitos, sendo passível de autuação e investigação pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
O Dois Pontos procurou a rede para comentar o assunto, mas não recebeu retorno até o fechamento desta matéria.

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